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Olimpíada do Rio, nova dor de cabeça

| 07/05/2014 | 11:18

A Copa do Mundo já chegou e o que está feito está feito, não tem mais jeito. Agora, o prazo é mínimo. Ou seja, os estádios serão entregues em cima da hora e com vários problemas. As obras de infraestrutura, como previsto, não saíram do papel e os aeroportos, é claro, viverão dias de completo terror. Nada que surpreenda o brasileiro, acostumado a se acostumar.

Nada que surpreenda a Fifa, acostumada a cobrar demais e a aceitar o que é possível. Nem todas as Copas foram uma maravilha, como imaginam os brasileiros. Acompanhei de perto a de 1994, em que os Estados Unidos não deram a mínima para o evento e entregaram uma estrutura que consideravam suficiente para uma competição que pouco mexeria com o País. A da África do Sul, em 2010, também foi complicada.

Talvez tenha sido assim no México, na Argentina… Enfim, saindo da Europa e da Ásia, onde o dinheiro tudo resolve, não se pode esperar muito. Mas, de qualquer forma, o fato é que, no Brasil, se imaginava um pouco mais. E, agora, se não bastassem as reclamações da Fifa com a Copa, é a vez do COI se irritar com o que estava vendo para a Olimpíada de 2016.

Ou seja, em breve, desligaremos o botão da Copa e ligaremos o da Olimpíada. As reclamações vão continuar. Bem feito para as duas entidades, que embalaram na onda do crescimento econômico brasileiro e na conversa de que o País seria uma das potências do futuro. Pode até vir a ser, mas de um futuro bem futuro, não tão imediato como a Fifa e o COI imaginaram.

Sodinha, o gordinho?
Quem não se lembra do habilidoso meia que surgiu no Paulista, filho de um craque do futebol amador jundiaiense que usava o mesmo apelido? Depois de muita polêmica quando deixou o clube ainda jovem para jogar na Itália, eis que o garoto reaparece, mas agora chamando a atenção, além do talento, por outra característica: o peso.

Veja matéria publicada esta semana pelo site do jornal Extra, do Rio de Janeiro. “O atacante Walter, hoje no Fluminense, já provou que um jogador de alto nível pode estar acima do peso. No Goiás, com vários quilos a mais, ele brilhou. Agora, quem rouba a cena é outro brasileiro gordinho. Felipe Sodinha, atacante do Brescia, é um dos destaques do time na Série B Italiana.

Na rodada do último fim de semana, na vitória do Brescia por 3 a 0 sobre o Cesena, o brasileiro fez um golaço. No estilo futsal, ele driblou o zagueiro, o goleiro e mostrou muito talento (foi o primeiro no Brescia no triunfo). Sodinha tem 1,80m e 87 kg de acordo com o site oficial do Brescia. No Brasil, ele começou no Paulista e jogou em equipes como Ceará e Campo Grande-RJ.

No clube cearense, teve problemas por estar acima do peso. Na Itália, é conhecido como ‘Il Gordo‘, de acordo com o site “Mais Futebol”. Quem quiser ver o belo lance do jundiaiense, clique aqui.

Paulista: reunião adiada
O primeiro encontro para começar a definir novos rumos para o Paulista, que deveria ficar para esta semana, dia 5, acabou adiado para o final de maio ou início de junho. A razão é que o vídeo que está sendo preparado com o esboço do projeto baseado no que é no PSV Eindhoven, time milionário de uma pequena cidade holandesa, não ficaria pronto na data.

Como os articuladores da iniciativa de ressuscitar o Paulista querem ter algo mais palpável para apresentar aos empresários e apaixonados pelo clube, o encontro foi adiado. Mas, de qualquer forma, que ninguém se preocupe. A eleição é apenas em novembro e, a cada semana, mais pessoas se unem na proposta de mudar o destino do time jundiaiense.

Massa, várias bolas foras
Não gosto de ficar criticando o comportamento das pessoas, especialmente esportistas. Não são diferentes porque se tornaram ídolos. Não viraram deuses por isso. Muitos, aliás, têm ainda mais dificuldades de conviver com a fama. No entanto, não dá para deixar passar em branco os comentários infelizes deste piloto chamado Felipe Massa.

Se não bastasse o desempenho pífio nas pistas, segue desfilando um rosário de choradeiras quando perde e de bobagens quando é chamado a se pronunciar. Nesta semana, em meio às comoventes comemorações pelos 20 anos da morte do maior piloto da história da Fórmula 1 e maior ídolo nacional neste esporte, Massa resolveu recordar um encontro que teve com o tricampeão no passado e lembrou que um autógrafo lhe foi negado.

Segundo Massa, o encontro foi no Iate Club de Ilhabela. Senna estava chegando em um barco, com uma mulher, e Massa, ainda criança, estava com a família no local. Ao saber de presença de Senna, correu para pedir o autógrafo, junto com outras crianças, mas o ídolo negou. Senna, como qualquer outra pessoa, tem o direito de querer um momento de privacidade, ou de estar irritado e sem vontade de ter comportamento politicamente correto o tempo todo.

Mas, o fato é que, independentemente de Senna estar certo ou errado, o momento para Felipe Massa recordar disso não poderia ser pior. Ou seja, esse menino dá uma bola fora atrás da outra e ainda não ganha uma corrida para ajudar a amenizar um pouco as bobagens que fala. Uma pena.

Anelso Paixão é jornalista, trabalhou no caderno de Esportes de alguns dos maiores jornais do Interior e da Capital e atualmente é diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Louveira.


Link original: https://www.jj.com.br/esportes/olimpiada-do-rio-nova-dor-de-cabeca/
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