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Professor da Esef vai avaliar seleção brasileira

| 26/05/2014 | 00:28

A seleção brasileira se apresenta nesta segunda na Granja Comary, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, para dar início à preparação para Copa do Mundo, que começa no dia 12 de junho, como o confronto diante da Croácia, às 17h, na Arena Corinthians, em São Paulo.

Além dos 22 atletas (o lateral-esquerdo Marcelo irá se apresentar durante a semana, pois o Real Madrid venceu a final da Liga dos Campeões no último sábado) e da comissão técnica, o grupo terá a presença do mestre em Biomecânica e professor da Escola Superior de Educação Física (Esef) Olival Cardoso do Lago, de 51 anos, também membro do setor de Bioengenharia Ocular do Departamento de Oftalmologia, da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

O docente foi convidado pela médica oftalmologista Tally Ajdelsztajn, do Flamengo (que trabalha juntamente com o chefe do departamento médico da seleção, José Luiz Runco), a integrar o corpo clínico que fará as avaliações, testes e exames nos atletas.

“Ela viu a minha apresentação de doutorado em um congresso que participei e achou interessante levar esses testes à seleção brasileira. O que vou fazer é basicamente ajudar nas avaliações oftalmológicas. Além dos exames padrão, vamos ter dois testes diferentes para analisar a parte clínica e de percepção visual”, conta o professor jundiaiense.

De acordo com Olival, um dos testes a ser aplicado será específico aos goleiros. “Nós iremos avaliar o padrão de movimentação ocular de cada um deles durante as cobranças de pênaltis. Iremos colocar uma imagem que gravamos lá no Paulista (o volante do Galo, Igor Pimentel, foi voluntário para fazer os chutes) e ver quais são os locais para onde os goleiros olham.

Essa é uma avaliação neuromotora e, com essas informações, o preparador de goleiros (Carlos Pracidelli, que irá acompanhar os testes) poderá trabalhar para que os jogadores se antecipem nesses lances”, explica Olival. O momento mais esperado por ele é justamente o reencontro com o goleiro Victor, do Atlético-MG e ex-Paulista, formado em Educação Física pela Esef.

“Ele foi meu aluno. Há muito tempo que não nos vemos e será uma satisfação reencontrá-lo”, diz. Um segundo teste feito pela equipe será direcionado a todos os jogadores do elenco brasileiro. “Chama-se avaliação de perseguição lenta. Analisamos a movimentação ocular que fazemos normalmente. Nós teremos uma noção do padrão de busca dos atletas em antecipação de jogadas, na interceptação de bola.

Temos como saber o quanto eles conseguem acompanhar um objetivo e se beneficiar deles nas jogadas dentro de campo. Esses dados serão encaminhados para a comissão técnica, que poderá utilizá-los na melhoria do desempenho do time”, comenta.

A avaliação individual terá a duração de três minutos e cada atleta usará um equipamento especial desenvolvido pela Universidade de Munique, na Alemanha, parecido com um par óculos, integrado por duas câmeras infravermelho e uma câmera que capta a imagem do local onde os jogadores estão. O equipamento é simples e encaixado como um capacete. “Estou pensando como vou fazer para colocar nos cabeludos (David Luiz e William). Acho que vou pedir para colocarem uma touca de natação, para facilitar”, brinca.


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