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Projeto a longo prazo e subir com Galo são as motivações de Sérgio Caetano

Felipe Torezim . ftorezim@jj.com.br | 31/12/2017 | 11:57

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Há quase oito meses no comando da equipe sub-20 do Paulista e as vésperas da estreia na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o treinador Sérgio Caetano, de 50 anos, quer superar a desconfiança que ronda a equipe e fazer uma boa participação na Copinha.

Segundo ele, o objetivo do time é passar à segunda fase da competição. “Fizemos uma boa preparação com o título da Copa Ouro e estamos trabalhando bastante para fazer uma competição digna. No nosso grupo sobra seriedade e estamos com os pés no chão, sem deixar qualquer tipo de pressão afetar. Jogar essa competição é um sonho para todos”, conta o treinador.

“Posso prometer à torcida que será uma equipe qualificada em campo. Unida e sempre buscando fazer o melhor, respeitando o adversário e fazendo com que nos respeite”, completa Caetano, que ainda ressalta o privilégio dos garotos em serem os primeiros observados para compor o elenco que disputará a Quarta Divisão do Estadual.

Início no futebol

Sérgio Caetano começou no futebol aos 16 anos, como zagueiro, pela União Barbarense. Com passagens por Cascavel (PR), São Bento, Marília, Avaí e Jataí (GO), Sérgio lembra que não teve tanto destaque. E ainda avalia que, no futebol de hoje, jamais jogaria. “Eu era um zagueiro que jogava firme, usava muito da força e honrava a camisa que vestia. Hoje em dia tudo ofende os jogadores”, avalia.

Já como treinador, o primeiro time da carreira de Sérgio foi o Mirassol, em 2003. Membro da comissão técnica, ele conta que aprendeu muito com os ex-treinadores Vágner Benazzi, Roberval Davino, Péricles Chamusca, entre outros. Além do Mirassol, Caetano teve passagens pelo Vocem de Assis, Votoraty, Penapolense, XV de Piracicaba, Jataiense (GO), Anápolis (GO) e Catanduvense.

Chegada ao Galo

Sem clube após ter se desligado da Catanduvense, Caetano foi apresentado ao Galo no dia 23 de fevereiro. Ele lembra que sua chegada poderia ter sido adiantada, pois em 2015, houve uma sondagem da diretoria, porém, sem proposta oficial. Outro detalhe, é que a indicação para o comando foi feita por uma pessoa improvável. “Vim parar no Paulista por indicação do Carlinhos Alves, que tinha saído daqui pouco antes”, revela.

Ele ainda contou que não pensou duas vezes para aceitar a proposta do tricolor. “Quando o Juninho (gerente de futebol) me ligou, não tinha como recusar o convite. O Paulista é um time de muita história, tem uma camisa pesada e Jundiaí é uma cidade muito boa”, completa.

Apesar da queda à Quarta Divisão com o elenco profissional no primeiro semestre de 2017, o treinador nunca foi questionado pela torcida. Ele lembra que o início foi promissor, mas alguns fatos extracampo foram minando as chances da equipe de escapar do rebaixamento. “Foi um momento positivo, mas tinha gente que não entendia o que era jogar com essa camisa. A falta de postura e os pontos bobos que perdemos resultou na nossa queda”, avalia.

Com o fim da Série A-3, o treinador lembra que ficou acertado um retorno para assumir alguma função no clube. Ele se surpreendeu quando o convite foi feito para dirigir o time de base, mas aceitou pela chance de realizar um projeto e pela identificação com o clube.

“O pessoal próximo a mim disse que eu estava louco de aceitar a base, mas quis vir do mesmo jeito. A relação que tenho com este clube é ótima. Onde vou os torcedores me param e há um diálogo sincero com todo mundo, além de a chance de desenvolver um projeto a longo prazo”.

Objetivos

Mesmo com as constantes propostas para dirigir equipes profissionais em divisões superiores a que o Galo se encontra, Caetano não pensa em mudar de ares. Adaptado a Jundiaí, ele diz que, se dependesse só dele, ficaria para sempre no Paulista. “Aqui é um lugar que eu tenho prazer em trabalhar”, diz. “Tenho a oportunidade de chegar e fazer o meu trabalho, sempre com honestidade e transparência”, argumenta.

Após a conquista do primeiro título com a camisa tricolor, Caetano projeta mais conquistas. “Tenho o plano ser campeão mais vezes e quero fazer parte da retomada do Paulista para colocá-lo onde ele merece estar. Sei que a história que o clube tem é importante, mas vamos viver o presente para poder iniciar essa caminhada”.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]


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