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Sem discurso, Dilma quebra tradição

| 11/06/2014 | 22:20

Depois das vaias na abertura da Copa das Confederações, no ano passado, em Brasília, a cerimônia simples antes do primeiro jogo da Copa do Mundo, entre Brasil e Croácia, nesta quinta, no Itaquerão, em São Paulo, não deverá ter discursos de Joseph Blatter, mandatário da Fifa, e da presidente Dilma Rousseff.

Se realmente não discursar, Dilma quebrará uma tradição recente do evento, que contou com declarações de presidentes e primeiros-ministros nas últimas duas décadas. De acordo com a Fifa, não estão programados discursos de Blatter ou da presidente do Brasil. Nem mesmo o pronunciamento protocolar, que oficializa o início da competição, está garantido.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, existe apenas um “indicativo” de que Dilma faça uma “abertura protocolar”. A decisão de vetar os pronunciamentos deve poupar tanto Blatter quanto Dilma na cerimônia.

No ano passado, ambos foram alvos de forte vaia dos torcedores no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, durante a abertura da Copa das Confederações, na esteira das manifestações que estouraram pelas ruas do Brasil em junho – na ocasião, eles foram alvo fácil por simbolizarem os criticados gastos públicos para a realização do Mundial.

A declaração de abertura formal da competição organizada pela Fifa geralmente é precedida de um discurso simbólico, exaltando as qualidades do país-sede e pregando valores como paz, união e esportividade. Foi o que ocorreu nas últimas cinco edições da Copa do Mundo, desde 1994, nos Estados Unidos.

Joseph Blatter já foi vaiado em 2002, na Copa do Japão e Coreia do Sul. Assim em 2006, o cartola suíço vetou próprio discurso e o de Franz Beckenbauer, presidente do Comitê Organizador da Copa na Alemanha, com a justificativa de que queria uma cerimônia mais rápida daquela vez.

Somente o então presidente da Alemanha, Horst Köhler, se manifestou na cerimônia de abertura. Ele deu as boas-vindas a torcedores e jogadores e fez os agradecimentos de praxe. Desta vez, Dilma poderá quebrar esta tradição recente em Copa do Mundo se realmente evitar o discurso de abertura.

Depois de acompanhar Brasil x Croácia, a previsão é de que ela esteja presente apenas em mais um partida da competição: justamente a final no dia 13 de julho, no Maracanã, quando “passará o bastão” para Vladimir Putin, presidente da Rússia, sede da Copa de 2018.


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