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Talento idêntico. E em dose dupla

| 01/10/2014 | 20:50

Habilidade, faro de gol e entrosamento com os companheiros mais velhos são as principais características dos gêmeos Alexandre e Alessandro Esteves Pires, de 23 anos, destaques da Ponte Preta da Agapeama, classificada para a semifinal do Campeonato Amador de Jundiaí. A dupla tem uma meta: ajudar a tradicional equipe, que disputa a competição desde 1969, a ser campeã pela primeira vez na divisão principal.

Idêntivos, Alexandre e Alessandro não têm afinidade somente nas características físicas. Ambos são atacantes, começaram a chutar bola nas quadras de futsal e formam a base que o treinador pontepretano Abner Júnior comanda há três anos no Amador. Os gêmeos, o meia Binho, o lateral-direito Alan, o volante Arthur, o lateral-esquerdo Iago e o zagueiro Andrezão vestiram a camisa do União da Vila em 2012; do Estrela da Ponte no ano passado e, agora, da Ponte, sempre acompanhando o comandante.

O pensamento dos irmãos é um só: fazer história levantando a taça. Em um feito importante, já tiveram participação decisiva: a Ponte chega a semifinal após 32 anos. “Teremos muita dificuldade até um possível título. A vantagem de dois resultados iguais pode ser importante, mas só a teremos se nosso rival (na semifinal) for o Jamaica. Contra o Estrela, o Grêmio Marlene ou o Sport Sorocabana, teremos de vencer pelo menos um jogo, mas estamos confiantes que podemos ganhar de qualquer oponente”, diz Alexandre, camisa 9, que fez dois gols nos 5 a 0 sobre o União Sorocabana no último domingo. A definição dos outros dois semifinalistas (o Estrela também já classificou-se) ocorre no próximo dia 12, com os confrontos entre Jamaica x Sport Sorocabana (0 a 0 na ida) e Grêmio Marlene x 9 de Julho (1 a 0). “Na fase de classificação, batemos o Estrela por 2 a 1 e empatamos com Jamaica e Marlene. Todas as partidas daqui para frente serão muito equilibradas e difíceis para ambos os lados.”

Cinco minutos mais novo do que o irmão, o “mano” Alessandro defini-se como mais versátil, mas cita que Alexandre tem como característica uma maior presença de área. Ele lembra da origem da dupla no futsal em Itapetininga e mais tarde no São João. Sempre com o apoio do pai, Renê, atleta profissional por 18 anos. “Vamos chegar bem nos jogos decisivos do Amador. Temos um grupo entrosado, um treinador experiente neste tipo de torneio e uma diretoria empenhada. Nosso ambiente é dos melhores”, afirma Alessandro.

Os gêmeos tiveram uma passagem rápida, de pouco mais de três meses, pelas categorias de base do Paulista, em 2005. Acabaram dispensados sob a alegação de que eram baixos demais para o futebol. Com 1,60m, Alexandre e Alessandro queriam seguir carreira nos gramados e não escondem certo desapontamento. Mas o tempo passou e, agora, com maturidade suficiente para não se deixar levar pela euforia, por causa da boa fase da Ponte no Amador, sonham alto. “Esperamos desta vez passar da semifinal e, na final, sagrarmos campeões”, completam os irmãos, que se formaram em fisioterapia e trabalham na ótica da tia, no Centro de Jundiaí.


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