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Um coração dividido entre duas bandeiras

Angelo Augusto | 14/06/2019 | 05:00

Brasil e Bolívia se enfrentam hoje (14), às 21h30, pela primeira rodada da Copa América 2019. Mesmo se tratando de duas seleções com históricos totalmente opostos, o confronto promete ser recheado de emoções. Pelo menos para o Juan Melgar: um boliviano que vive no Brasil há 33 anos, mas que nem por isso deixará de torcer para a seleção de seu país natal.
Juan, especialista em ginecologia e obstetricia, além de diretor do Hospital Universitário de Jundiaí, conta que sempre gostou de futebol e se acostumou a acompanhar a seleção brasileira. “Durante as décadas de 70 e 80 o Brasil tinha ótimos times e a gente gostava muito de assistir os jogos, principalmente na Copa do Mundo”, diz o torcedor.
Mas hoje, durante a partida, ele confessa que tem dúvidas sobre para quem irá torcer. “Mesmo tantos anos depois, o coração continua vermelho, amarelo e verde”, diz o diretor do HU, falando sobre as cores da bandeira boliviana.

Torcedor do Oriente Petrolero, time da 1ª divisão boliviana, o ginecologista fala que, desde quando se mudou para Jundiaí, em 1986, começou a se interessar também pelo futebol brasileiro. Aqui ele torce para o São Paulo Futebol Clube.
“Apesar das dificuldades financeiras que as equipes e a seleção boliviana sofrem, a paixão por futebol lá é tão grande quanto aqui. A vizinhança com o Brasil contagia.”

Mesmo depois de tanto tempo no Brasil e já estando muito bem acostumado com o dia-a-dia do país, o médico fala que não perdeu alguns dos costumes que trouxe da Bolívia. “Pelo fato de a minha esposa ser boliviana, nós nunca perdemos algumas características, como cozinhar alguns pratos bolivianos às vezes. Algumas comidas bolivianas são bem parecidas com a culinária mineira”.

Por gostar muito de futebol desde pequeno, dr. Juan diz que, depois de algum tempo começou também a frequentar os estádios aqui no Brasil. “Já tive a oportunidade de ver a seleção brasileira algumas vezes, inclusive um jogo contra a Bolívia nas eliminatórias. Mas também já fui muitas vezes apoiar o Paulista de Jundiaí aqui na cidade.”
Primeiro adversário do Brasil na 46ª edição da Copa América, que tem o pontapé inicial no Morumbi, a Bolívia chega a sua 27ª participação no torneio sul-americano.

 


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