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Velocidade nos movimentos e no raciocínio é fundamental

Thiago Batista | 26/01/2020 | 12:00

O squash não é um esporte onde apenas correr atrás de uma bolinha – que bate na parede e chega a 200km/h – basta: ele também exige bastante raciocínio. Um jogo onde a inteligência é primordial para se conquistar a vitória: quem o pratica dá a ele o nome de ‘ o xadrez das quadras’.

“É um esporte completo e bastante dinâmico, onde você não pode tirar o olho da bolinha em nenhum momento. Não se pode perder a concentração: uma vez que você tira o olho da bolinha, já era”, comenta Sérgio de Camargo Junior, o Serginho, treinador de squash do Clube Jundiaiense, modalidade que pratica há 20 anos.
“O jogo é 70% mental e 30% físico: é um partida que você tem que estar concentrado e, se não estiver com o estado mental bom, o físico não responde e você sai do jogo. A mente é o controle de tudo, é um jogo de xadrez”, afirma Alexandre Tenório, de 35 anos.

“O squash é uma válvula de escape para mim: de estou estressado, procuro jogar. Se não consigo praticar, não durmo à noite”, conta Osmar Rodrigues Junior, de 34 anos. A modalidade também ajuda a queimar calorias: por hora, uma pessoa perde em média 800 calorias. Osmar é uma prova viva que a prática do squash pode levar ao peso ideal. Em dois anos, ele saiu dos 120kg para pesar atualmente 80kg. Por dia de treinamento na quadra, ele usa seis camisetas.

“Eu casei e comecei a fazer faculdade. Retornei faz 24 meses e pratico pelo menos duas horas por dia de squash, todos os dias”, conta ele, que trabalha na área de meio ambiente.  Osmar sonha no fim deste ano estar habilitado a participar de competições nacionais. “Espero jogar o qualificatório, e se eu passar posso jogar chave profissional e atuar, por exemplo, no Brasileiro”, descreve.

Do tênis para o squash

Alexandre conheceu a modalidade quando jogava tênis no Clube Jundiaiense. “Eu jogava desde os 15 anos e com o tempo conheci o squash, e o tênis foi ficando em segundo tempo. Atualmente jogo tênis uma vez por ano”, afirma.
No termo popular, o squash é visto como “um tênis da parede”, mas Alexandre garante que são modalidades completamente diferentes.

“A técnica se difere uma da outra, como também o posicionamento tem quadra. O tempo de bola é outro. Não dá para traçar um paralelo entre os dois esportes”, descreve.

“No squash você tem uma pegada única na raquete, enquanto no tênis são vários tipos diferentes para cada tipo de jogada”, complementa.  Formado em engenharia e atualmente trabalhando na área de vendas, Alexandre garante que a prática do squash está ajudando na sua profissão.

“O squash melhora seu raciocínio. A velocidade da bola é tão rápida que você tem que estar atendo. E tem que pensar ligeiro. Se levar para o dia a dia somente tem ganhos. Fora o bem estar físico”, conta.

“Quando um atleta está em um nível mais elevado, acaba fazendo estratégias de jogo. Apesar de ser uma partida rápida, é preciso ter algumas táticas para superar o adversário”, conta o treinador. “É um esporte completo porque trabalha os membros inferiores e também os superiores. E desenvolve o raciocínio. Em meia hora a pessoa sai de uma quadra zerada”, completa Serginho.

Crescimento na cidade
O técnico de squash comemora que a modalidade está crescendo cada vez mais em Jundiaí. “Você não depende do clima para praticar. Pode ter sol ou chuva, quente ou frio. E na cidade já temos dois clubes particulares de squash. Além disso, muitos apartamentos possuem uma quadra de squash”.

Segundo Serginho um dos motivos é o custo baixo para manutenção do local onde é praticado. “É quase zero. Pois é só passar um paninho na quadra. Nem precisa pintar a parede onde a bolinha rebate”, conta. Em dois meses em média uma pessoa aprende o necessário para jogar squash.

Também para começar a praticar o custo é baixo. O técnico lembra que os custos são apenas com raquete, que está em torno de R$ 80 até R$ 100, mais bolinhas e o calçado.  Jundiaí também está no circuito de competições regionais de squash, com dois torneios por mês a partir do mês de março.

Fora das Olimpíadas

Os praticantes do squash lamentam que a modalidade ainda não faz parte do cronograma olímpico. Para Serginho o motivo é político. Ele acredita que se o squash fizer parte de uma edição dos Jogos Olímpicos tem tudo para ser um sucesso de audiência. “Como esporte olímpico aumentaria o interesse de ter patrocinadores e por consequência de praticantes. O squash é o esporte nacional no Egito”, complementa.


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