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Vôlei adaptado exige muita força nos braços para atuar

Thiago Batista | 11/12/2019 | 05:05

O vôlei adaptado é o esporte que mais movimenta atenção de quem passa no ginásio do Bolão durante as disputas dos Jogos Regionais do Idoso (Jori). Quem assiste percebe que a modalidade exige bastante força do braço dos jogadores. É o caso de Sueli Montanholi, de 60 anos, que pela segunda vez defende a equipe de Jundiaí na competição.

“Eu tenho muita força no braço direito. Chega até a desgastar um pouco”, conta a atleta, que se destacou na vitória da equipe sobre Assis por dois sets a zero, em confronto da categoria A (para jogadores com idade entre 60 e 69 anos).

Sueli retornou à modalidade há dois anos, através de um projeto que existe no bairro do Caxambu. Do mesmo local saiu Aristides Chixavgato, de 73 anos. Com seus 1m94, muitas jogadas de ataque da equipe passam por suas mãos próximo à rede.

“O atacante precisa de força e saber colocar bem a bola na quadra para não dar chance à defesa”, afirma o jogador, que atuou na vitória da sua equipe sobre Sertãozinho por 2 sets a 1 na categoria B (para atletas a partir dos 70 anos).

Um pouco de basquete

Algumas regras do vôlei adaptado facilitam o jogo para quem fazia cestas. Nesta modalidade é proibido sacar no alto e também não pode atacar a bola. Quem acompanha a partida percebe que tem movimentos bastante comuns de outros esportes, como o passe do handebol e o arremesso do basquete.

Na disputa feminina, as jogadoras podem efetuar seu saque um metro além da sua quadra de defesa. A modalidade tem também ações comuns do vôlei, como o bloqueio, onde os ‘gigantes’ sempre levam vantagem.

O treinador da equipe feminina, Marcelo Nitsch, conta que o esporte inicialmente foi desenvolvido para que atletas de vôlei continuassem a praticar a modalidade. Só que, com a sua evolução, atualmente fez ex-jogadores de basquete levarem bastante vantagem nas disputas.

“A bola de vôlei é mais esvaziada, então, quem jogou basquete consegue pegar a bola em cheio e, se for um atleta alto e forte, faz um bom arremesso”, detalha.

Parte tática

O comandante da equipe jundiaiense comentou alguns detalhes táticos podem fazer sucesso para uma equipe. “A gente coloca os jogadores mais baixos no fundo, pois, como são pequenos, são mais rápidos para pegar a bola”, diz.A disputa na modalidade se encerra na quinta-feira (12).


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