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Academias de Jundiaí vão além dos pesos e medidas

| 26/05/2014 | 09:20

Houve uma época em que academias de ginástica e musculação investiam apenas em pesos, bicicletas, esteiras e aulas. Com o tempo, isso mudou. Alunos que chegam hoje nas academias se surpreendem com a diversidade de atrações. E o lema, especialmente agora que o outono abre alas para o inverno, é investir em criatividade para atrair novos alunos e motivar os que já existem.

Mais do que oferecer brindes, descontos, aulas experimentais e avaliações físicas gratuitas e contar com um telemarketing ativo com o objetivo de chamar potenciais clientes – algo que academias como a Performance, que atua há 19 anos na cidade, já fazem – a ideia é mostrar que o prazer em praticar atividade física não muda com a estação.

“É sempre interessante oferecer um incentivo e não ficar sempre no mesmo clima”, comenta a gerente da Performance, Priscila Velasco. Segundo ela, em breve a academia oferecerá mais uma “balada”, ou seja, luzes e som de DJ na sala de musculação, para incentivar o treino. Além disso, aulas especiais em datas comemorativas ou não, parcerias com lojas de cosméticos, massagens entre outros benefícios sempre são oferecidos aos clientes.

Em relação às baladas, elas estão realmente ganhando adesão em muitos locais de treino. E os alunos se sentem em uma verdade discoteca – com direito a som mais alto que o normal, iluminação de festa e DJ. “É agitado e os alunos gostam, o treino fica mais empolgante”, conta o proprietário da academia Clube do Exercício, no Caxambu, Márcio Henrique da Rocha, conhecido como Carioca. “Claro que também existe aquele aluno que não gosta desse clima de balada, mas é uma minoria.” Apesar do som e da animação, Carioca diz que o foco da academia não se perde: “As pessoas estão ali para malhar e malham ainda mais nesses dias.”

“O local realmente fica mais gostoso para treinar, é diferente”, confirma o dentista Gustavo Moraes, 34, que faz academia desde 2007 e diz que não consegue pensar em viver sem o treinamento diário. “O dia em que não venho, fico até mais estressado.”

A busca por oferecer atividade diferenciada em academias é maior com a proximidade do inverno. “Costumo dizer que nosso maior concorrente não são as outras academias, mas o sofá de casa”, diz o gerente administrativo da Academia Céltica, Conrado Oliveira. “Nesse tempo, as pessoas realmente ficam mais em casa e é necessário explicar ao aluno que treinar nessa época é ainda melhor, pois você o prepara para o verão, quando todo mundo quer ficar com o corpo legal”, declara o professor de educação física Mateus Azevedo Pinto.

A Céltica, explica Conrado, tem realizado um evento chamado duathlon, duas ou três vezes ao ano, com uma tenda montada e bicicletas ergométricas do lado de fora da academia, com aulas de spinning. A academia programa mais um desses eventos para junho. “Já chegamos a contratar bandaspara tocar aqui em nosso espaço”, informa Conrado.

A academia WA, com duas unidades em Jundiaí, aposta em aulas temáticas em determinadas épocas do ano, com professores maquiados e fantasiados. “Fizemos isso no Halloween e no Carnaval, e os alunos adoraram”, garante um dos proprietários, William César Rodrigues. “Já chegamos a alugar um campo de futebol e organizar partidas para entreter nossos alunos”, diz ele, contando que também já promoveu baladas fitness, nas quais a luzes são apagadas e um DJ anima os alunos enquanto fazem os exercícios.

Outro proprietário da WA, Alex Raphael Milan explica que as academias têm deixado de ser apenas locais em que as pessoas vão para fazer exercícios. “As pessoas querem fazer amigos, conversar, até paquerar”, conta ele. “Tornou-se um local de socialização.”


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