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Auto-conhecimento: a felicidade como meio

| 01/06/2014 | 00:05

Sensação de bem-estar, paz interior, uma grande alegria. A felicidade envolve diversas emoções e vários sentimentos associados ao prazer.  Ela é desejada por todas as pessoas, independentemente de classe social, gênero, profissão ou idade. Pensando nesse objetivo em comum, Heloísa Capelas investiu todo seu conhecimento como especialista em desenvolvimento humano há 30 anos para escrever o livro “O Mapa da Felicidade”, da editora Gente, lançado no dia 27 de maio, em São Paulo.

Ela se inspirou na premissa de que todos querem a felicidade, mas não sabem como alcançá-la e defende que essa busca pode ser revista e aprimorada. “Decidi que estava na hora de falar sobre a importância de entender esse processo, de escolher a felicidade e de apostar no autoconhecimento como ferramenta decisiva para alcançá-la”, aponta Heloísa que é considerada a maior especialista no método Hoffman no Brasil – processo de autoconhecimento reconhecido cientificamente pela Universidade da Califórnia. Para ela, as pessoas se enganam buscando felicidade de fora para dentro, ou seja, buscam o prazer em suas relações  sem tê-lo descoberto “do lado de dentro”.

O autoconhecimento é peça-chave do seu livro. Tanto que antes de qualquer busca, a autora propõe que o leitor faça a seguinte reflexão: “o que você realmente quer?”. Heloísa justifica essa pergunta porque, ao longo de todo o seu trabalho, observou que as pessoas se confundem quanto ao que realmente desejam. “Muitas vezes, inclusive, condicionam sua felicidade e prazer a fatores externos, como mudar de emprego ou casar-se. O processo deve ser invertido, afinal, a nossa maior fonte de alegria já está dentro de cada um de nós, só precisa ser compreendida, observada e cuidada. Todo esse processo começa na consciência sobre si mesmo e, para alcançá-la, é preciso questionar a si mesmo.”

Em um dos exercícios descritos no livro, a autora mostra aos leitores que para saber sobre si próprio é preciso interrogar-se e percebe-se, sempre a partir das relações. “Para obter informações reais, não posso me ver de modo isolado, como se olhasse para meu próprio umbigo. Meu olhar necessita de expansão. Para saber quem sou, de verdade, preciso me ver no mundo e estar aberto para ouvir, sentir e identificar as respostas”, explica.

Parece simples, mas ela garante que tem muita gente que não consegue obter respostas sinceras porque a primeira coisa que faz é se defender e justificar, ou mesmo se criticar e penalizar. “Nesta fase apenas se observe. Questionar precisa de método, não é se perguntar por perguntar. Numa situação de dificuldade para você, verifique o que sente, pensa e como se expressa. Fique atento e apenas preste atenção, recolha as informações”, aponta.

As dicas da especialista para não se perder no questionamento são: seja específico (você está sentindo algo em relação ao quê ou a quem?); contextualize (em que momentos e situações isso se repete?); autodirecione as perguntas (elas são sempre para você, não há nada que pense, sinta ou faça que não seja, primeiramente, uma responsabilidade sua).

Ela reforça a necessidade de as pessoas resgatarem a sua própria história para descobrirem quais das suas escolhas têm trazido consequências positivas e quais deixam a desejar. Da mesma forma, é essencial identificar onde, como e com quem aprendeu esses comportamentos cujos resultados têm sido pouco positivos, para que possa desaprendê-los e iniciar novos comportamentos.

“Ter consciência de tudo o que somos e de como nos constituímos é o melhor caminho para que possamos alcançar a felicidade tal como a enxergamos. Quando há essa consciência, você se torna apto a perdoar a si mesmo pelo o que não deu certo, o que também é essencial para a felicidade. A partir de todas essas informações sobre si mesmo e novas habilidades que nascerão a partir do seu desejo em ser feliz, você descobrirá o que a felicidade significa de fato para você e saberá como e o que fazer para desfrutá-la diariamente”, observa.


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