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Do RPG on-line para o véu e grinalda

| 22/06/2014 | 00:00

A história de Daniela Cândida, 34 anos, e Josué Denich, 35, é diferente das demais. Foi um site de jogos de RPG – “jogo de interpretação de personagens”, ou seja, onde jogadores assumem os papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente – que os uniu.

Em 2001, Daniela enfrentava dificuldades com alunos que não estavam produzindo boas redações. Ela soube dos jogos de RPG e imaginou que seriam um bom exercício de criatividade. Ao procurar mais informações, a professora acabou se interessando e começou a jogar on-line.

“Um dia cheguei e o bate-papo estava bugado. Tinha apenas um menino com quem eu já havia jogado umas duas ou três vezes. O nick dele era Noir e o meu Waomi. Mandei uma mensagem pra ele, questionando o motivo da página estar vazia. Trocamos o número de ICQ.” Daniela se surpreendeu ao descobrir que ele tinha 22 anos, um ano a mais que ela.

Começaram a conversar no dia 1º de setembro e no dia 7 ele já queria conhecê-la pessoalmente. Mas, para ela, o amor veio antes disso. “Foram duas semanas conversando todos os dias e acabou que mesmo sem nunca tê-lo visto eu já amava aquele rapaz, e ele a mim”, afirma. “Ele era um homem diferente de todos os que eu conhecia. No começo do ano seguinte, ele me pediu em casamento e aceitei, é claro. Casamos em julho de 2006 e hoje temos um filho lindo que se chama Marco Antonio.”


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