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Estatísticas do vinho pelo mundo

| 26/05/2014 | 11:05

Sempre amado, por muitas vezes contestado e rodeado por mitos e histórias, o vinho começou a sofrer a partir da década de 90 um verdadeiro “boom” no mercado e no consumo mundial.

A França e a Itália, consideradas os berços do vinho, além de Espanha e Portugal e todos  países produtores do Velho Mundo, andaram perdendo um pouco de terreno para países do novo mundo, como Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Chile e Argentina, que ganharam destaque ultimamente. Vamos ver como o vinho está se comportando pelo mundo:

O vinho é uma bebida/alimento cheia de cultura e história. Ao longo dos seus 7 mil anos de existência, o vinho foi bebida de reis, nobres, imperadores, senhores de terras, camponeses, bispados, filósofos, poetas e cientistas. 

Nas últimas décadas o mundo presenciou uma verdadeira revolução na indústria e consumo do vinho, uma vez que, até os anos 70, os vinhos de qualidade eram apenas os famosos e caros, por isso era considerada bebida de rico e de esnobe. Mas isso mudou e, desde então, a produção, a qualidade e o consumo do vinho se espalharam por todo o mundo e hoje ele é acessível para todas as classes sociais.

O capitalismo, a globalização e a tecnologia ajudaram a ramificar a cultura do vinho. Com isso, sua qualidade média aumentou, propiciando o surgimento de muitos vinhos de boa relação custo x benefício. Dessa forma, mais cervejeiros, mulheres e até abstêmios começaram a se interessar pela bebida, mudando completamente o cenário mundial.

Vejamos:
Hoje, a França ainda é o maior produtor mundial de vinhos, sempre alternando a primeira colocação com a Itália. No entanto, pasmem! O maior consumo per capita de vinhos é Luxemburgo, em razão de sua pequena população e alto consumo.

O Brasil até pouco tempo atrás sequer aparecia na tabela, mas, levando-se em consideração a extensão do nosso país, bem como o poder aquisitivo, estamos em alta evolução e em boa ascensão. Hoje o Brasil já briga entre os primeiros em número de consumo na América Latina, concorrendo sempre com “los hermanos” argentinos, chilenos e uruguaios.

Segundo o Centro de Pesquisas Britânico, “International Wine and Spirit Record”, os brasileiros estão gerando uma expectativa de que o aumento do consumo na classe média seja de 40% maior e, na produção de vinhos, também aumentarão paralelamente.
Já em termos de extensão de terras ocupadas por vinhedos, a Espanha ocupa soberano o primeiro lugar.

Bom, em minha opinião, o mais importante não são os números de produção, consumo e extensão, mas sim o número de amigos que você pode fazer em torno do vinho, pois o vinho é a bebida do nosso tempo, a que mais se adapta à vida do homem contemporâneo, por sua infinita diversidade e poder de unir as pessoas em torno de uma garrafa. O vinho é um mundo à parte! Viva!


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