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Entre tintas e brancas, o mundo do vinho sem preconceito!

Abordamos aqui as diversas variedades das uvas brancas e a infinidade das tintas


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Taça de vinho
Crédito: Divulgação

No mundo do vinho não existe preconceito! Existem as uvas tintas e as brancas e elas se dão superbem! Gostaria de abordar aqui as diversas variedades das brancas e a infinidade das tintas. No entanto, para abordarmos melhor as suas características, falaremos um pouco sobre duas famosas e bem conhecidas do público no geral, sendo uma tinta e outra branca, vejamos:

DA TINTA CABERNET SAUVIGNON - originária da região de Bordeaux, no sudoeste da França, ela é considerada a rainha das uvas tintas. Por que ela é a melhor? Mais poderosa? Não! Mas sim pelo fato de ser a uva mais difundida no mundo.

Uma curiosidade interessante é que a cabernet sauvignon surgiu de antigos cruzamentos entre as uvas Cabernet franc (tinta) e Sauvignon blanc (branca). Testes de DNA na Universidade da Califórnia confirmaram essa origem recentemente.

Suas principais características são marcadas pelos taninos densos e muito aparentes, por se tratar de uma uva pequena e de casca muito grossa, o que lhe confere uma cor profunda e aromas complexos, como de ameixa, frutas negras e cassis.

Nos vinhedos mais quentes revela traços de azeitona e amora silvestre, enquanto nos mais frios aparecem traços de pimentão. Mas tomem cuidado, porque um vinho com pimentão muito aparente pode ser um defeito.

Por envelhecerem muito bem, os melhores vinhos produzidos com a uva Cabernet Sauvignon desenvolvem outros aromas além dos acima citados, tais como o de couro, tabaco, charuto e defumado. Se o vinho estagiou em madeira, aparecem aromas como chocolate e baunilha. Em alguns casos, como no Chile e Austrália, podem surgir aromas de hortelã e eucalipto.

Por ter estrutura muito intensa e dotada de muito tanino, para não se tornar um vinho muito adstringente, muitas vezes é misturada à uva merlot, esta um pouco mais macia, mais frutada e menos tânica.

Vale lembrar que a mistura das cepas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot formam uma famosa combinação conhecida como “Corte Borladês”, um blend imitado no mundo todo. Mas vale destacar que a Cabernet Sauvignon amadurece duas semanas depois da Cabernet Franc e da Merlot e, diante disso, os vinicultores têm excesso de zelo, pois, caso ela seja colhida verde, seus vinhos trarão aromas herbáceos em excesso, podendo se tornar um vinho extremamente desagradável.

Vale o destaque para as principais qualidades da Cabernet Sauvignon, vejam: tem boa capacidade de envelhecer; resistente a pragas; casa-se muito bem com outras uvas; proporciona vinhos de guarda; adapta-se bem ao amadurecimento em barris de carvalho; tem caráter marcante; seus aromas e sabores se destacam; adapta-se bem em vários países e regiões; e é versátil gerando tintos com grande estrutura, passando por tintos leves, saborosos rosés, blends e até espumantes!

Jancis Robinson, a mulher mais entendida de vinhos no mundo, tem uma ótima definição sobre a cabernet sauvignon dizendo que: “é a casta mais famosa do mundo para a produção de bom vinho tinto e de longa vida”.

DA BRANCA CHARDONNAY – Também de berço francês, mais especificamente na Borgonha, e tem um papel fundamental em quase 100% nos vinhos brancos lá produzidos, uma vez que apenas chardonnay e aligoté estão entre as brancas cultivadas. Por isso, nem pense em beber, por exemplo, um sauvignon blanc da Borgonha, esqueça! isso não existe!

Por isso, falou em vinho branco na Borgonha, pensou em chardonnay. Lembrando que dificilmente trará no rótulo o nome chardonnay, mas sim, denominações como: Chablis, Chassagne Montrachet, Pouilly Fuisse, Meursault etc. Já no novo mundo constará no rótulo o nome da uva.

Além disso, a uva chardonnay também exerce a função de protagonista no champagne, haja vista ser a uva principal da famosa bebida borbulhante, podendo ser misturada com outras duas tintas, quais sejam: pinot noir e pinot meunier.

CULTIVO: A uva chardonnay é a rainha das brancas, uma vez que se adapta muito bem nos quatro cantos do mundo. Trata-se de uma cepa muito resistente e que vai bem em vários locais, solos e climas, produzindo-se diferentes tipos de vinhos por onde passa.

Inclusive, na Califórnia, ela foi responsável pelo verdadeiro boom do vinho americano na década de 70. Além de EUA e França/Borgonha, a chardonnay se faz muito bem presente também na Itália, no Chile, na Argentina, na Austrália e, principalmente, no Brasil. Isso mesmo! Atualmente existem no mercado grandes produtores brasileiros de vinhos brancos produzidos com a uva chardonnay.

CARACTERÍSTICAS: No que tange à cor, um vinho da uva chardonnay mais jovem, normalmente, é mais claro, como um amarelo palha. Mas os mais envelhecidos em garrafa ou aqueles que foram amadurecidos ou fermentados em carvalho adquirem tonalidades mais escuras como amarelo ouro.

Já quanto aos aromas percebidos no nariz e na boca, se tratar de um chardonnay da Borgonha normalmente vai aparecer notas de frutas brancas como tangerina, pera, maçã, figo e melão; se for das regiões de Chablis, mais especificamente, serão muito mais ácidos e minerais. Se forem barricados, virá o defumado, amanteigado, coco e baunilha. Já os chardonnays do novo mundo costumam ser bem densos, encorpados, com muito aroma de abacaxi, pêssego, nectarina e tostados. Bom né?

No geral é isso. Aproveitem os vinhos elaborados com as uvas tintas, seja varietal, seja no blend ou até em rosé! Curtam as uvas brancas, com toda a sua versatilidade, seja no novo ou no velho mundo, sozinha ou misturada. Acima de tudo, desfrutem essa diversidade de brancos e tintos e tracem um paralelo com o mundo atual, dizendo não ao preconceito! Não ao racismo! Viva!! Saúde!!


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