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Modelo indígena quebra estereótipos na indústria da moda


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Tatiane dos Santos considera-se uma modelo indígena
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A indústria da moda tem crescido cada vez mais e, nesse sentido, o segmento entendeu a importância de ser representativo, plural, e não padronizado e repleto de estereótipos. A partir daí surge a necessidade de o consumidor se enxergar naquela marca, justamente para gerar a identificação na população.

Tatiane dos Santos discorreu sobre a sua história e revelou que o processo não foi tão fácil durante a sua trajetória. A beldade, nascida e criada entre Salvador e Piauí, trabalha atualmente nas passarelas da Espanha e conta como foi sua jornada até o sucesso.

"Eu comecei a participar dos concursos de beleza com 13 anos de idade. Era meu grande sonho, mas muitas pessoas falavam que seria melhor não comentar sobre isso porque eu seria motivo de chacota", diz.

A modelo conta que nos castings sempre se sentia no limbo, indecisa sobre como se classificar. "Tinha elenco para negras, brancas e asiáticas. Algumas vezes fui ao teste de negras e ouvi que eu não sou negra, que pareço mais asiática. Comecei a me apresentar como indígena, mesmo com pouco espaço, sou uma modelo indígena", explica.

Quando chegou à Espanha, Tatiane não falava a língua e não tinha dinheiro para estudar o idioma. "Comecei a cuidar de crianças e a aprender a língua falando com quem eu cuidava. Em seguida, fui procurar uma agência de modelos que não precisasse pagar nada e que realmente se interessasse pelo meu perfil", diz.

Para quem quer começar, é indicado procurar as melhores agências do mercado e também as agências secundárias, para fazer um book. "Fazer fotos de qualidade nas redes sociais também ajuda muito", conta Tatiane.


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