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Mamães dominam a música no Brasil e no mundo

Sem tempo para descanso, elas contam como conciliar a maternidade com composições, turnês e tudo o que envolve a vida de artista


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Pitty e sua filha Madalena
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As mamães estão presentes em massa no mundo da música pelo Brasil e pelo mundo. A lista global de mães mais ouvidas nos aplicativos musicais é liderada por Cardi B, cujo primeiro filho, Kulture Kiari Cephus, nasceu em julho de 2018. Mamãe de três, Beyoncé vem em segundo lugar, seguida por Adele, P!nk e Shakira. Já no Brasil, a mamãe mais ouvida na plataforma é Márcia Fellipe, ex-vocalista da Aviões do Forró que nasceu em Manaus e hoje segue em carreira solo.

Márcia conta que quase encerrou sua carreira por conta da segunda gravidez, mas foi incentivada a continuar por seu marido e produtor, Rod Bala, e pelo colega Wesley Safadão, com quem frequentemente faz parcerias. “Eles diziam que minha voz não podia ficar longe do palco e me incentivaram para que eu voltasse para a rotina e para as turnês rapidamente. E graças a Deus eu dei ouvido a eles”, relata.

Não menos badaladas, as principais vocalistas do nosso rock nacional também já deram a luz por pelo menos uma vez, mas nunca deixaram a carreira de lado.

A cantora Pitty, por exemplo, ícone dos anos 2000, não esconde a alegria e o encanto ao falar da filha, a pequena Madalena, de apenas 3 anos. “É complicado falar, mas eu acho que ela é compositora”, falou a mamãe coruja. “Demorei para ter essa escolha. Achava, quando era mais nova, que não ia ser mãe”, disse Pitty.

No entanto, ela garantiu ter mudado de opinião após dar a luz. “Hoje em dia não me vejo não sendo mãe, e já pensamos na possibilidade de um segundo filho”, comenta.

Madalena é a única filha de Pitty e fruto do casamento com o músico Daniel Weksler. “As mulheres se questionam muito nessa época. Volto a trabalhar antes? Volto a trabalhar depois? Posso fazer escolhas? Existem mulheres que nem tiveram que deixar de trabalhar por conta disso. Minha mãe, por exemplo, tinha uma vida bem ativa profissionalmente. Mas aí, quando me teve, precisou parar de trabalhar porque não tinha com quem me deixar”, conta.

Se Pitty se firmou como a nossa grande cantora moderna de rock, Rita Lee abriu esse caminho e é a nossa maior roqueira de todos os tempos. Ela teve três meninos e seguiu firme e forte com sua carreira até 2013, quando decidiu se retirar de cena para “curtir a velhice”, como ela mesmo diz.

Para além de ser a rainha do rock brasileiro, Rita Lee criou filhos que possuem uma ligação forte com a música, deixando um legado ainda mais interessante para a nossa cultura pop. Ela é mãe de Beto, João e Antonio, filhos de sua união com o músico Roberto de Carvalho. “Muita gente me dizia na época: ‘garanto que, ao invés de dar de mamar, você prefere pegar numa guitarra, não é?’ Absurdo! Dei de mamar para os três e garanto que era muito mais prazeroso do que fazer rock and roll!”, conta.

Rita Lee também fala abertamente sobre a criação dos filhos em meio ao trabalho musical. “Quando os meninos eram bem pequenos, quem cuidava deles enquanto Roberto e eu estávamos em turnês pelo planeta era a Balu, minha querida madrinha (que também ajudou mamãe a criar as três filhas dela). Na idade escolar eles frequentaram uma escola semi-interna que nos deixava totalmente despreocupados quanto a educação acadêmica e emocional deles; os professores eram carinhosos, porém exigentes. Beto, João e Antonio ficaram mais independentes, aprenderam a se virar sozinhos, bagunçou-arrumou, sujou - lavou. Sempre souberam que a profissão dos pais era diferente da dos pais dos seus colegas e respeitavam isso, acredito eu que até com um certo orgulho”, lembra.

Cantora e vocalista da banda Pato Fu, Fernanda Takai é autora também de dois livros, um deles infantojuvenil. A convivência com a filha Nina, que hoje tem 12 anos, foi inspiração, por exemplo, para a produção do CD “Música de Brinquedo”, um dos trabalhos mais premiados do Pato Fu.

Ela conta que sempre quis ter filhos, mas primeiro privilegiou sua carreira. “Escolhemos montar uma estrutura boa para quando pudéssemos desacelerar a banda e ficar mais tempo em casa. Isso aconteceu em 2002. Era uma etapa cumprida com o Pato Fu e estava na hora de nosso projeto pessoal mais importante. Tanto que parei de trabalhar. Quando a Nina completou 7 meses, voltamos a fazer poucos shows e a produzir nosso novo álbum”, relata.


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