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Cuidar do corpo é fundamental no planejamento de uma gestação

Mesmo na pandemia, futuras mamães têm de preparar para uma futura gestação com dicas de bem-estar


Arquivo Pessoal
Aline Motta, 30, está fazendo tratamento hormonal há 12 meses e iniciou até mesmo um acompanhamento com nutrólogo com o objetivo de ser mãe
Crédito: Arquivo Pessoal

A analista de logística, Aline Motta, 30 anos, está planejando a gravidez do seu primeiro filho desde o início do ano passado. Ao longo de mais de 12 meses de preparação, a jovem mudou a alimentação, a rotina de exercícios e fez um tratamento para ovário policístico. O objetivo é realizar o sonho de ser mãe.

De acordo com o ginecologista Rodrigo Pauperio Soares de Camargo, do Hospital Universitário de Jundiaí, essa é a forma mais saudável de iniciar uma gestação. “Saber se você está saudável ou se precisa tratar alguma coisa é fundamental”, explica.

No caso de Aline, o problema pré-existente é o ovário policístico, que demandou remédios e um tratamento hormonal. “Para algumas pessoas pode ser pressão alta ou diabetes, que precisam ser controlados. Ou se está muito acima do peso, fazer uma dieta para reduzir um pouco, cada paciente demanda um cuidado diferente.”

A jovem já sonha com a gestação há vários anos e, inclusive, acarretou um hábito curioso. A cada viagem que faz com o marido, eles compram uma roupinha de bebê turística. “Uma roupinha escrito ‘eu estive em Maceió’ ou algo do tipo. Minhas amigas dão risada, mas é que eu realmente quero ser mãe há muito tempo”, conta.

Além do tratamento hormonal, ela também mudou vários hábitos. “Eu tento manter uma rotina de exercícios, mesmo o mais simples. Tinha comprado uma bicicleta e, como veio a pandemia, comprei um suporte e pedalo no lugar”, confessa, rindo.

Bicicleta ergométrica e caminhada são algumas das atividades físicas recomendadas por Pauperio. “É importante praticar atividade física, mas não pode ser algo pesado e de grande impacto, como muitas mulheres praticam hoje”, diz. “Também é importante ficar de olho na alimentação.”

Aline também criou hábitos saudáveis nesse sentido. Além do ginecologista, ela começou um tratamento com um nutrólogo, tudo para que seu corpo esteja preparado para uma gestação saudável.

PANDEMIA
O Ministério da Saúde publicou, no dia 16 de abril, uma orientação pedindo que as mulheres adiem os planos de gestação até a pandemia melhorar. “Caso possível, postergar um pouco a gravidez, para um melhor momento, em que você possa ter a sua gravidez de forma mais tranquila. A gente sabe que na época do zika, durante um, dois anos, se teve uma diminuição das gravidezes no Brasil, e depois aumentou. É normal. É óbvio que a gente não pode falar isso para alguém que tem 42, 43 anos, mas para uma mulher jovem, que pode escolher um pouco ali o seu momento de gravidez, o mais indicado agora é você esperar um pouquinho até a situação ficar um pouco mais calma”, disse o secretário Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Parente, que é médico e tem doutorado em ginecologia.

Rodrigo Pauperio concorda com a orientação do Ministério. “Já existe evidência de que o covid-19 na gestação acarreta em grave risco para a mãe”, alerta o médico jundiaiense.

Aline Motta confessa que essa perspectiva é desanimadora, mas que pretende esperar o filho com saúde. “Vou ao médico para saber se devo continuar com as vitaminas e o tratamento de ovário policístico, ou não, enquanto aguardamos a vacina.”


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