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O poder materno dentro de cada um


Arquivo Pessoal
Ilustração
Crédito: Arquivo Pessoal

Já falei em outras ocasiões sobre a polaridade Yin e a sua característica mais marcante de agregar, estruturar, construir a ideia que a princípio está sob forma de um campo energético, trazendo- a para o plano físico, para o material e o palpável.

Esse processo é inerente a todos os seres vivos, ocorrendo do nível celular até o mais elaborado nível do organismo e por isso todos nós experimentamos essa potencialidade.

Talvez a expressão máxima dessa energia seja a função de mãe, imagem essa que todos também carregamos conosco, seja porque viemos ao mundo pelo ventre de uma delas ou porque alguns têm o privilégio de exercer esse papel.

Todos têm, portanto, dentro de si, a referência energética desse poder maternal que por algum tempo é vital para a sobrevivência sendo a parte mais Yin do arranjo familiar, a parte que nutre e acolhe. Outros, além dessa referência, irão se tornar a figura que representa esse poder para outros seres que virão em sua prole, ou seja, se tornarão mães.

A presença dessa energia nos acompanha ao longo de toda a nossa vida, mas por vezes tenho observado alguns indivíduos tentando prolongar o convívio físico dessa ligação permanentemente, desejo esse proveniente de ambas as partes.

São os filhos que procuram ligar-se emocionalmente e algumas vezes abusivamente à sua casa natal, sempre procurando o resguardo materno para os desafios da vida, que lhe são pessoais e intransferíveis.

Da mesma forma vejo mães que são condescendentes com os filhos fazerem tal abuso sobre sua própria liberdade por vezes até obtendo ganhos secundários de mantê-los sempre juntos a ela, criando uma dependência emocional e existencial para ambos.

Segundo a sabedoria do TAO sobre a interação de masculino e feminino, no grau máximo de nutrição surge a semente do YANG, que é o ativo, o novo, indicando que o filho, antes um com a mãe, desprende-se para uma nova vida.

Sabedoria maternal é encontrar o momento para dar continuidade à relação em um nível mais elevado, espiritual, deixando livre emocional e existencialmente, para que ambos sigam seus próprios caminhos pela vida.

Dr. Alexandre Martin é médico formado pela Unicamp e especialista em Acupuntura e Osteopatia


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