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Entre flores e sabores! Eis a primavera e os vinhos rosés


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Entre flores e sabores! Eis a primavera e os vinhos rosés
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Setembro é mês em que se inicia a primavera!! Época em que ocorre o florescimento de várias plantas. Período em que a natureza fica mais bela, nos presenteando com flores de todas as espécies, todos as cores, tons e aromas. A função deste florescimento marca o início da fase de reprodução de muitas espécies.

Para a videira, no seu ciclo vegetativo, após um longo período em repouso sem as folhas, a primavera dá início à brotação, ramificação e frutificação, antes de entrar no verão, quando os frutos atingirão a maturidade ideal para a colheita.

Importante destacar que a videira requer luz em abundância e os solos mais apropriados são aqueles que forçam o enraizamento profundo da planta, fazendo com que a raiz recolha a umidade do subsolo, sendo, portanto, resistente à seca. Dessa forma, o excesso de chuvas somente contribui para o aumento de doenças fúngidas e isso não é legal para o vinho!

Quanto aos riscos da videira, destaca-se que ela enfrenta diversos perigos em potencial, desde a formação de gelo em alguns países, que pode matar o broto, até as tempestades capazes de devastar vinhedos inteiros, além das lagartas, aves, cervos e javalis. Na Austrália, por exemplo, os cangurus são considerados pragas, pois os “bonitinhos” comem os brotos!

Um dos pontos mais importantes sobre a videira é que ela é uma planta “trepadeira” que, dentre as espécies de interesse para a vitivinicultura, está a vitis vinífera, originária do continente europeu.

É por isso que a produção de vinhos finos está restrita às cepas europeias, muito encontrado nos contra rótulos dos vinhos. Leia-se: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Tannat, Carmenère, Syrah ou Shiraz, Malbec, Sangiovese, Pinot Noir, entre uma infinidade de tintas, e Sauvignon Blanc, Chardonnay, Semillion, Riesling, Viognier, Pinot blanc, Malvasia, Viura, Moscato, entre a diversidade das brancas.

VINHOS ROSÉS: O vinho rosé, ao contrário do branco que não tem contato nenhum com as cascas, é elaborado com uvas tintas, mas o tempo de contato com as cascas é muito curto, visando apenas a extrair cor; por isso, existem várias tonalidades de vinho rosé, tudo de acordo com a sua intensidade, ou seja, desde o alaranjado-claro, mais conhecido como cor de casca de cebola, até um rosa avermelhado escuro, tipo groselha claro.

ELABORAÇÃO: Vale destacar que antigamente muitos produtores elaboravam o vinho rosé passando o vinho tinto por um filtro de carvão, o que fazia com que o vinho perdesse cor; mas, essa prática, além de ser antiquada, servia apenas para vinhos de “quinta categoria”.
Também era muito comum misturar o vinho tinto com o branco, mas essa prática também caiu no desuso, sendo, inclusive, proibida em alguns países. Todavia, existe uma exceção de peso, uma vez que nos champagnes rosés, até hoje, na elaboração do vinho base, antes da segunda fermentação em garrafa, são misturados vinhos tintos com brancos.

ORIGEM: O vinho Rosé nasceu em berço esplêndido, na glamurosa Provence – França, mas também ganhou o seu justo espaço em outras regiões francesas, como Rhône, Loire e Bordeaux, também na Itália (Rosato), Portugal e Espanha e, no Novo Mundo, como Chile, Argentina e Brasil.

SERVIÇO: Os vinhos rosés não precisam ser servidos tão gelados como pensam, isto é, procure servi-los numa temperatura média de 10ºC a 13ºC. Por isso, deixe a garrafa por alguns minutos em um recipiente com gelo e água ou resfrie-o em geladeira mesmo, antes de abrir a garrafa. Quanto aos copos, podem ser os mesmos que os brancos, menores, para que o líquido não esquente muito rápido.

HARMONIZAÇÃO: São vinhos leves, aromáticos, frutados, geralmente têm boa acidez e por isso são muito versáteis na harmonização, pois, além de harmonizarem com quase todo o tipo de prato, desde peixe a carne, também figuram como verdadeiros coringas para confrontar com comidas exóticas, principalmente a culinária japonesa e a tailandesa.

EM SUMA: Nesse clima, entre flores e sabores, céu laranja no fim de tarde e temperatura mais quente formam o cenário perfeito para os vinhos rosés, principalmente no Sunset. Eles são bonitos, chiques, brilhantes, aromáticos, saborosos, cheios de personalidade, florais, tons e cores diferentes, harmonizam com comidas leves, são ótimos aperitivos e são companhias extremamente agradáveis para um brinde na primavera. Saúde!


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