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O minimalismo simplifica a vida e direciona para o essencial

Voltar-se para o mínimo, para concentrar energia naquilo que realmente importa, é uma filosofia de vida que atrai cada vez mais pessoas


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Minimalismo
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 O conceito de minimalismo surgiu entre o fim de 1950 e início de 1960, em Nova York, nos Estados Unidos, com uma corrente artística chamada ‘MinimalArt’, em tradução livre ‘arte minimalista’. Os adeptos dessa vertente priorizavam em suas produções somente os elementos necessários, era uma arte clean, o que influenciou a criação do minimalismo como estilo de vida.

Na arte plástica dos anos 60, o minimalismo se aplica em obras compostas por poucos elementos, como as formas geométricas simples. O estilo de vida minimalista segue o mesmo conceito, mas vai para além da estética, prezando por um cotidiano sem excessos.

Os adeptos do movimento buscam diminuir drasticamente os níveis de consumo, adquirindo apenas os objetos necessários para uma vida plena, além de olhar com mais cuidado para os prazeres da vida que não se compram.

Foi estudando design gráfico que o escritor Alexandre Chahoud conheceu o movimento artístico do minimalismo. “Li sobre o estilo de vida minimalista difundido no livro do autor Greg Mckeown chamado ‘Essencialismo’, que falava sobre como desapegar e viver uma vida sem excessos. Foi assim que decidi implementar o conceito em minha vida”, conta.

Chahoud conta que em 2016 sua vida estava um caos. “Eu tinha muita dificuldade em desapegar das minhas coisas, não conseguia ser organizado e as finanças estavam descontroladas, então que eu entendi que precisava mudar. Implementei e adaptei o minimalismo aos poucos em todas as áreas da minha vida, e o resultado foi surpreendente”, completa.

Segundo a psicóloga Camila Tomaz, mudar o estilo de vida e ser mais organizado tira o indivíduo da zona de conforto, e conhecer novos horizontes diminui a ansiedade e promove o bem-estar. “Algumas pessoas ficam muito ansiosas quando estão com a vida desorganizada. Aquela sensação de achar que não vai dar tempo e que não vai dar conta é autossabotagem, também deriva da desorganização”, explica.

Além de diminuir o consumismo desenfreado, o minimalismo é uma filosofia a ser aplicada no interior. O indivíduo embarca em uma jornada de autoconhecimento sem excessos, e a forma em que se reage a esses efeitos é diversificada.

No caso de Chahoud, a rotina se tornou muito mais prazerosa devido à organização e a otimização do tempo. “A mente fica mais leve, lidar com os sentimentos e as preocupações ficou mais fácil. Passei a me conhecer melhor e aprimorei minhas escolhas. Direcionei minha vida para o que realmente é essencial para mim”, afirma.

É desapegando dos objetos que se enxerga o sentido de viver o minimalismo. O primeiro passo é desapegar dos excessos, ter somente o necessário. Ao diminuir o consumismo se poupa mais dinheiro, e com isso, é possível tirar do papel os planos de fazer a tão desejada viagem, porque a vivência é mais importante do que o objeto. “Ser minimalista significa simplificar a vida para aquilo que é mais essencial”, explica Chahoud.

Ter um guarda-roupa com muitas peças, por exemplo, pode gerar ansiedade para se arrumar. Passar horas pensando em que roupa usar ou trocar de peças diversas vezes antes de sair é uma das consequências do consumismo desenfreado. “Quando se tem o essencial já se sabe o estilo de roupa que vai usar e não é necessário gastar tanta energia na escolha. Poupar energia para coisas que o indivíduo julga mais importante é essencial para o bem-estar, gera menos preocupações”, explica a psicóloga.
A filosofia minimalista mostra que quando se passa a entender o que é essencial, o tempo é otimizado e a energia gasta com futilidades é poupada para outras experiências.

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