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Casal troca fábrica pela produção agrícola

| 06/10/2014 | 00:02

Pelo menos 230 pessoas vivem na região que compreende os bairros Campo Verde, Pitangal, bairro do Tanque, Tem Tem e Invernada e, segundo a secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Jarinu, Mariliza Scarelli Soranz, a maioria vive da criação de gado para corte, criação de caprinos, olericultura (exploração de hortaliças que engloba culturas folhosas) e fruticultura. Por haver muitas terras férteis, as mesmas são usadas para a produção agrícola, com destaque para as hortaliças que servem para abastecer o comércio interno, mas também os centros de abastecimento, como o Ceasa, em Campinas.

Pelo menos este é o destino da produção do casal Margarete Aparecida Martins da Silva e Moacir de Souza Silva, que largou o trabalho na indústria para viver da agricultura. Eles resolveram arrendar uma terra, ou seja, utilizam o terreno de um proprietário para sua plantação. Abobrinha, vagem, brócolis, alface, cheiro verde e até cebolinha são algumas preciosidades do casal.

No dia em que a reportagem do JJ nos Bairros visitou a propriedade, Margarete estava separando os ramos de salsinha que seguiriam para o Ceasa. Ela comenta que está acostumada com a terra e a ter um trabalho em que possa estar satisfeita e ao mesmo tempo ganhando. “Claro que dá trabalho porque aqui é muito grande, mas a terra de Jarinu é boa para trabalhar e por isso conseguimos produzir o ano inteiro porque plantamos de acordo com a safra.”

Ele conta que já teve a oportunidade de trabalhar em indústria, mas não se acostumou. “Aqui é melhor porque o lucro é nosso e não há chateações de patrões ou de horários”, comenta.

Moacir diz que apesar do trabalho e do esforço físico, o resultado de uma boa safra compensa. “Dá muito trabalho sim, mas aqui a gente se sente melhor porque sabe que é o esforço de nosso trabalho. Temos que acordar cedo para que o trabalho renda, mas é compensador porque temos clientes fixos que esperam sempre por uma verdura bem natural.”

Lembra ainda que além de destinar a produção para o Ceasa, que já faz as compras semanalmente, ainda separa os produtos para os clientes da própria cidade. Pelo menos duas vezes na semana enche o carro com as verduras e sai vendendo pelas ruas. “As pessoas gostam de produtos sempre frescos e por isso a gente tem que fazer a colheita todos os dias. Cada período é de uma safra diferente e por isso a terra nunca fica improdutiva.”


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