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Moradores da Vila Real lutam para regularizar imóveis

| 15/04/2014 | 10:57

O sonho dos moradores da Vila Real, na Região Norte de Várzea Paulista, é um só: ter o registro dos seus imóveis. E são muitas as famílias que almejam por este presente. Na década de 80, o então Sítio do Morro, onde havia um antigo lixão na cidade, começou a ser invadido por famílias que vieram de várias partes do Brasil.

Alguns trabalharam no lugar e resolveram permanecer por lá. Sem muita estrutura, ou melhor, sem organização nenhuma, começaram a levantar seus barracos e ao longo dos anos, conforme suas condições financeiras, foram melhorando o aspecto de seus imóveis e hoje o que se vê é um misto de casas de alvenaria com algumas ainda em condições precárias, como as existentes na  rua Ilha Bela.

Por conta da falta desta regularização, os moradores alegam que o poder público os esqueceu completamente. Itens básicos e importantes, como asfalto, guias e bocas de lobo ainda são as principais reclamações destes moradores. Segundo Cleuci Francisco, que mora no bairro há  40 anos e já foi presidente da Associação de Moradores, muita gente ergueu suas casas à revelia e por isso algumas não têm estrutura alguma.

“Os que puderam investir conseguiram dar melhor acabamento, mas há muitas famílias que vivem em péssimas condições. Estamos brigando pela regularização para que tenhamos pelo menos nosso asfalto.” E completa. “Somos discriminados porque moramos aqui, mas não queremos morar de graça. Apenas estamos lutando pelos nossos direitos. Hoje a situação é o seguinte: temos direito à nossa construção, mas não à terra.” 

A Secretaria de Obras estima que há cerca de  quatro  mil famílias residentes na Vila Real. Segundo informou, recentemente foram feitas fotos aéreas para cadastramento dos imóveis e levantamento topográfico do local que tem aproximadamente 620 mil metros quadrados. A secretaria ainda informa que a legislação municipal foi aprimorada para permitir a regularização do bairro, com metragens dos lotes e do sistema viário diferente do restante da cidade, para não prejudicar os moradores que possuem lotes menores, que também serão beneficiados.

A pasta está pleiteando, junto ao Governo do Estado de São Paulo, por intermédio do convênio de Cooperação Técnica Cidade Legal, a elaboração de memoriais descritivos dos terrenos. Essa etapa é trabalhosa, porém imprescindível à abertura de matrículas individuais no Cartório de Imóveis. 


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