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Nova estação de trem já entusiasma o comércio

| 12/10/2014 | 22:30

Na avenida José Niero, no Centro de Louveira, a histórica estação ferroviária passa por transformações. As obras de restauração dão novas cores e atividades não só ao ponto de chegadas e partidas, como também à expectativa de comerciantes em relação ao mercado local. A esperança é de que o investimento de R$ 3,9 milhões, todo bancado pela prefeitura, faça da estação um novo ponto de visitação e atração turística.

“A reforma será muito boa. Não temos opções de lazer e seria bom termos um local bonito no Centro, um novo ponto turístico”, acredita a vendedora de uma loja de roupas femininas, Beatriz Souza Porto.
Em seu comércio, clientes fixos ainda têm o hábito de fazer carnê ou marcar o valor das mercadorias, o que revela o mercado ainda tímido do comércio (leia mais nas matérias vinculadas a essa).

“A nova estação vai chamar a atenção. O nosso Centro não tem nada. O comércio, muitas vezes, fecha às 14 horas e muita gente trabalha aos sábados e só têm a tarde livre para comprar. Nós ficamos até as 17 horas para ter um diferencial. A estação ajudará no movimento”, diz a proprietária de uma loja de acessórios, em frente à estação, Sandra Carvalho.

A obra
Segundo a Prefeitura de Louveira, a estação, tombada pelo Condephaat, será preservada conforme exige a lei. Cerca de 20 operários trabalham na implantação das novas placas de concreto pré-moldado no estacionamento e, ao mesmo tempo, na restauração e limpeza da cobertura do prédio principal. Os componentes em madeira comprometidos do telhado serão substituídos.

Os funcionários também já começaram as intervenções na passagem subterrânea – que liga os dois lados das linhas férreas. O ‘corredor’ recebeu um novo reboque, para depois ser pintado, limpo, além de receber novo piso. Posteriormente, o acesso será fechado com vidro laminado de segurança.

O contrato para obra de restauração ainda prevê, segundo a prefeitura, a recuperação da estrutura metálica hoje atingida por oxidação, principalmente nos ‘pés’ dos pilares.

O sistema de captação de águas pluviais – as calhas -, por sua vez, também em estado de oxidação, será totalmente substituído por tubulação em chapa galvanizada com pintura. Já os pisos passarão por limpeza e aplicação de resina e os forros serão lixados e pintados.

No depósito, onde os forros estão danificados, será preciso substituir a madeira por material em cedrinho e com as mesmas dimensões. Os sanitários, que fazem falta ao Centro, terão equipamentos modernos, sem perder seu valor histórico.

A recomposição dos azulejos será feita para resgatar a estética original do prédio, já que com o passar dos anos, os azulejos ficaram soltos da estrutura, deixando lacunas.

A história da estação
Segundo a prefeitura, a construção da estação de Louveira surgiu pela cobrança dos cafeicultores paulistas que queriam expandir sua capacidade logística no interior. Em 1872, então, as linhas férreas da São Paulo Railway, que antes chegavam apenas até Jundiaí, foram ampliadas até Campinas.
No meio deste caminho, Louveira ganhou a estação no dia 11 de agosto daquele mesmo ano. Os tempos áureos da ‘Estação Louveira’, no entanto, foram os anos 1890, quando o local se tornou baldeação entre duas importantes linhas de trem: a São Paulo-Campinas e a Estrada Férrea Itatibense. Após intenso movimento, a estação foi desativada para passageiros no fim dos anos 1970 e se manteve conservada.


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