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“Intervenção do Estado é perigosa”, diz psicólogo

| 09/06/2014 | 00:05

Responsável pelo atendimento a adolescentes, o psicólogo Paulo André Ceo Rosa, 39, enxerga com desconfiança a aplicação da Lei da Palmada. Se sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT), o profissional acredita que responsabilidades dos pais serão transferidas para o Estado.

“Não sou a favor da palmada, pois acredito sempre no diálogo. Mas, ao mesmo tempo, não posso concordar com a interferência do Estado na educação recebida dentro de casa”, defende. Paulo André explica que a lei que impede a palmada pode, em determinados casos, confundir as crianças, que se sentirão privilegiadas.

“A intervenção do Estado é perigosa, pois existem casos de crianças que só são limitadas por contenção. Quando o Estado assume a educação que deveria ser aplicada dentro de casa, as crianças ficam desprovidas da figura paterna”, opina.

Obsessão – Assim como a agressão física, o psicólogo alerta que o excesso de amor é um outro tipo de violência, muitas vezes não percebida pelos pais, que deve ser combatida. “Amor demais é como obsessão, e os pais podem criar ídolos nos filhos.”

André orienta o uso do bom senso aos responsáveis por crianças. “Dar tudo que um filho quer é um risco muito grande. A criança pode até não receber um castigo físico quando pequena, mas há uma grande probabilidade de ela se tornar um adulto sem limites, que em determinado momento deverá ser contido por meio de força física.”


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