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13º salário deve injetar R$ 900 milhões na economia de Jundiaí

SIMONE DE OLIVEIRA | 05/11/2019 | 05:00

Os trabalhadores com registro em carteira de todo o país começam a receber a primeira parcela do 13º salário ainda este mês, com prazo até 30 de novembro para o bônus. Não há um cálculo preciso de quanto isto significa para a economia, mas, segundo o economista Mariland Righi, só em Jundiaí este montante deve chegar a R$ 900 milhões, já contando também a segunda parcela dos aposentados e pensionistas.

Ele adianta que é difícil projetar o valor a ser aplicado no comércio, já que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não estima o Produto Interno Bruto (PIB) por setores da economia. “Se eu tiver que estimar, mas dar um chute mesmo, o cálculo pode ser entre R$ 120 a R$125 milhões para o comércio local”, diz.

Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e do Sincomercio, Edison Maltoni, ainda é cedo para fazer uma projeção de quanto o comércio pode lucrar com o benefício, porém, diz que o volume mais exato começa a chegar na segunda quinzena de dezembro, quando será paga a segunda parcela. “Muitas pessoas utilizam o pagamento para quitar dívidas e débitos. Só depois pensam como e quanto vão gastar com festas e presentes. Vamos ter de esperar para contabilizar quanto será investido”, afirma.

Maltoni lembra que os investimentos no comércio começaram timidamente com a liberação de parte do FGTS, ou seja, a antecipação de uma parcela do dinheiro. “Daqui para frente, cabe aos comerciantes trabalharem para atrair a atenção do cliente para as compras no comércio central.”

QUEM RECEBE
A primeira parcela do 13º é calculada com base no salário do mês imediatamente anterior ao pagamento. Ela não sofre dedução de impostos. Já a segunda é sobre o salário de dezembro, descontado o valor já pago na primeira parcela.

O economista Mariland Righi dá algumas dicas para organizar as finanças e utilizar o dinheiro com cautela:
– Pague dívidas: Não há ‘aplicação melhor’ no Brasil do que saldar dívidas;
– Se sobrar, guardar um pouco. Se o trabalhador recebe o 13º salário e gasta, os custos podem incluir um endividamento, a juros pavorosos;
– Cuidado com o consumo irracional e sem planejamento;
– Cuidado com o excesso de empolgação na hora de comprar.
– Se sobrar, não se aventurar em aplicações de risco. O melhor é colocar no sistema bancário (poupança, fundos bancários, etc.).

Para os trabalhadores que ficaram durante todo o ano na empresa, o 13º é equivalente a um salário inteiro. A primeira parcela corresponderá à metade do salário do mês anterior, enquanto a segunda terá deduções de INSS e Imposto de Renda.


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