Jundiaí

Jundiaienses vão para seleção brasileira de astronomia


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Seleção brasileira de astronomia
Crédito: Divulgação

Dois estudantes do Colégio Leonardo da Vinci, em Jundiaí, foram classificados para a Seleção Brasileira de Astronomia. Dentre todos os estudantes que participam da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) no ano passado, Tiago Mariotto Lucio e Vítor Eduardo Costa Santos, ambos de 17 anos e estudantes do ensino médio, foram classificados para compor a seleção depois de diversas etapas que começaram na OBA e terminaram no último sábado, com a divulgação dos 25 estudantes que fariam parte da seleção.

Tiago, que teve a terceira maior nota do Brasil na classificação e disputará a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) na categoria individual, conta que já esperava o resultado, mas ficou bem animado. “Estou me preparando desde o 9º ano. Na primeira parte da seleção a gente foi para o Rio de Janeiro, no início de março, e passamos para a segunda etapa que seria em Vinhedo, mas foi on-line por causa da pandemia. As aulas desta maneira foram importantes porque conseguimos participar mais e conseguimos um aprendizado maior, mas foi ruim não ter a experiência presencial”, conta ele, que pretende seguir na área da engenharia em uma graduação.

Também desejando ser engenheiro, Vítor foi o 16º classificado no Brasil e disputará a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). Dividida em várias etapas, também será on-line devido à pandemia. “A gente estava esperando a divulgação do resultado há uma semana. Estávamos ansiosos, atualizando o site freneticamente, mas enviaram a classificação por e-mail no sábado. Eu acho que ser on-line, no caso da seletiva prejudicou um pouco porque o processo é muito interessante, em especial a interação com os outros competidores”, diz Vítor que começou a fazer a OBA há dois anos.

TÉCNICO
Professor de Física e Astronomia, Virgílio Siqueira preparou os meninos para as provas classificatórias. “Eles me mandaram o resultado antes de eu ver e cada um conseguiu se classificar para a olimpíada que queria. Ser on-line foi complicado no início, mas acho que não teve perdas, foi um aprendizado conjunto. A gente sempre tenta dizer como será, mas temos experiência das provas presenciais. Eles estão estudando de abril até agora. Estão bem preparados, são muito focados”, comenta.

Segundo o professor, a equipe é muito séria e está focada em classificar o Brasil. “Na Latino-Americana o Brasil é o país com mais medalhas há algum tempo. Na Internacional não, mas quem sabe muda. É a primeira vez que coloco dois alunos de uma vez na seleção. É um orgulho, a conquista do trabalho. Desde que eu trabalho com a OBA, sempre tem classificação”, conta Siqueira sobre o resultado positivo que virou tradição.

A IOAA aconteceria na Colômbia em setembro e a OLAA no Equador em novembro, mas ambas serão on-line.


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