Jundiaí

Mergulhar sem segurança pode ser pior que o calor

Em Jundiaí e na região há represas e rios, por exemplo, muito utilizados pelo público, mas que podem trazer riscos aos usuários


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Neste período de calor intenso houve apenas um registro de afogamento
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Com o tempo seco e o calor intenso em todo o estado, chega o alerta a acidentes em locais com água em abundância, em especial, rios, lagos e áreas de cachoeiras. Em Jundiaí e na região há represas e rios, por exemplo, muito utilizados pelo público, mas que podem trazer riscos aos usuários.

Segundo o 19º Grupamento de Bombeiros, sediado em Jundiaí, houve um caso de afogamento na cidade neste período de calor intenso. No último dia 8, um jovem de 17 anos foi pescar com amigos na represa da DAE Jundiaí e morreu afogado. Em nota, a empresa informou através de nota que a área da represa conta com placas de orientação em toda a sua extensão, assim como cercas de isolamento, no entanto, pessoas cortam ou ultrapassam as mesmas para nadar ou pescar na área, o que é proibido.

LUGARES ABERTOS
Em outros pontos abertos, como o Vale Azul, na região do Caxambu, não é raro ver pessoas, inclusive crianças, entrando e brincando na água. A Defesa Civil de Jundiaí e a Guarda Municipal de Jundiaí informam que não foram comunicados sobre nenhuma ocorrência, incluindo o Vale Azul, mas, assim que são acionados, têm orientado a população para que não nade e não pesque onde não é permitido.

PREVENÇÃO
Para evitar acidentes, o Corpo de Bombeiros recomenda que as pessoas conheçam as características do local, tenham cuidado ao mergulhar em águas desconhecidas e observem a profundidade. Em rios sem corredeiras, não se deve entrar na água além da altura do joelho, pois o nível pode aumentar rapidamente. Em represas é preciso ter cuidado para não se enroscar na vegetação que pode estar no fundo.

Também é importante não exagerar no álcool e nem na alimentação antes de entrar na água e não deixar crianças sozinhas perto da água.

A Defesa Civil alerta que, em caso de afogamento, é importante não nadar contra a corrente, mas sim em diagonal. Também é importante não entrar em pânico, tentar flutuar e pedir por socorro.

Caso presencie um afogamento em algum lugar em que não há salva-vidas, a recomendação é que o Corpo de Bombeiros seja acionado através do telefone 193 e, se possível, que forneça flutuação como boias e pedaço de isopor à vítima para que consiga ficar na superfície até o resgate.


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