Jundiaí

Preocupação dos moradores com insetos cresce nos dias de calor

Até 4 de setembro, Jundiaí registrava 794 casos de dengue, sendo 96 confirmados e 694 que testaram negativo ou foram descartados


Alexandre Martins
Cleonice Maria da Silva Carvalho lida com os mosquitos e pernilongos
Crédito: Alexandre Martins

Nos dias de calor intenso, a proliferação de mosquitos e pernilongos se torna ainda mais comuns em todas as partes da cidade, em especial em lugares onde há pastos e próximos a rios e lagos.

De acordo com a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), o aumento de temperatura é favorável à reprodução de diversos insetos, os quais têm uma atividade maior para alimentação e reprodução. Entre as doenças mais preocupantes neste período estão as arboviroses, ou seja, dengue, zika e chikungunya, doenças de caráter epidêmicos que podem atingir a população em massa.

Para aqueles que moram em bairros próximos a rios, o problema é ainda maior, uma vez que há uma grande concentração de mosquitos que causam incômodos, mesmo não sendo transmissores de agentes causadores de doenças.

A dona de casa Cleonice Maria da Silva Carvalho, de 60 anos, mora em frente ao rio Jundiaí e confessa que não sabe mais o que fazer para impedir a entrada de ‘borrachudos’ dentro de casa.

"Nos dias quentes, as paredes e o teto de casa ficam empesteadas de mosquitos e pernilongos, mas como eu tenho bronquite, não posso usar nenhum tipo de inseticida. Passamos por isso praticamente todos os dias aqui”, conta a moradora do Jardim Shangai.

Além da infestação de insetos dentro de casa, ela também teme as arboviroses. “Fico com medo porque sei que esse tempo também é propício para a reprodução dos mosquitos da dengue, então eu dobro a atenção em relação aos vasinhos de planta e não deixo focos de água parada no meu quintal”, afirma.

Segundo a última atualização do boletim epidemiológico divulgado pela UGPS, até o dia 4 de setembro Jundiaí registrava 794 casos de dengue, sendo 96 confirmados, quatro aguardando resultado e 694 negativos ou descartados.

Além disso, também foram registrados dois casos de zika e apenas uma confirmação. Dos 12 registros de chikungunya, três foram confirmados e nove testaram negativo.

ANIMAIS PEÇONHENTOS
Ao lado do risco de arboviroses, existe a proliferação de animais peçonhentos. Essa é uma das preocupações da dona de casa Maria Margarida Trimbocci, de 69 anos. “Já encontrei escorpiões, aranhas e até cobras no meu quintal. Fico preocupada não só ao risco que esses animais oferecem às pessoas que moram comigo, como também aos nossos animais de estimação”, ressalta.

Na tentativa de reduzir a incidência, ela apela pelos inseticidas. “Passo um produto no chão para tentar exterminar todos esses bichos, mas a preocupação é constante. Inclusive já contatamos os órgãos oficiais para que alguma medida fosse tomada, mas a situação persiste”, diz.

Para prevenir a proliferação dos insetos, a biomédica da Vigilância em Saúde Ambiental, Ana Lucia de Castro Silva, afirma que é preciso ficar atento aos criadouros em potencial. “Devemos eliminar os acessos dos insetos ou animais sinantrópicos para dentro de casa ou quintal e eliminar os abrigos, como entulhos, lixos, madeiras, folhas e materiais inservíveis. Além disso, não ter criadouros, isto é, qualquer tipo de objeto ou estrutura que acumule água e não oferecer alimento”, reforça.

Vale frisar que os riscos da dengue persistem durante o ano todo e, por isso, os cuidados devem ser contínuos.


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