Jundiaí

Busca por brinquedos na pandemia anima comércio

O Dia das Crianças está chegando e alguns pais já se adiantam para a data


Alexandre Martins
Larissa Santos já comprou o brinquedo para o filho
Crédito: Alexandre Martins

Com as crianças em isolamento em casa, os pais têm recorrido às compras de brinquedos e jogos para a distração dos pequenos. E isto tem refletido positivamente no setor, que já mira no Dia das Crianças. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) e a Konduto, especialista em risco e prevenção à fraude, a venda de brinquedos e jogos pela internet nesta pandemia cresceu mais de 430%.

Na indústria nacional, a expectativa da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) é de que as vendas em 2020 cresçam pelo menos 3% em relação ao ano passado, quando a alta foi de 6%. É o que os comerciantes esperam.

A encarregada de uma loja de brinquedos, Graziela Benavides, diz que já percebe algumas vendas para a data. “Alguns clientes já estão antecipando as compras para o Dia das Crianças. Acho que por conta desta situação que a gente está vivendo os pais procuram vir antes”, diz. “Pelo que eu percebo os pais procuram boneca, jogos de tabuleiro, bonecos de personagens e acessórios de praia, que estão saindo bastante agora por causa do calor”, afirma.

O gerente de uma tradicional loja de brinquedos, Emerson Grosseli, diz que a procura para o Dia das Crianças ainda não está grande, mas alerta sobre o ano atípico. “A minha sugestão é para que adiantem as compras, porque sempre tem aglomeração dois dias antes e vai formar fila, até porque não poderemos atender todos de uma vez. Queremos vender, mas é preciso respeitar as normas. Muitas pessoas também não querem vir buscar e a gente entrega compras acima de R$ 100 em Jundiaí”, conta.

Grosseli diz que a pandemia movimentou o mercado de passatempos. “A gente teve uma alavancada nas vendas de jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, tanto para adultos como crianças”, diz.

PEDIDOS

A auxiliar de logística, Gabriela Aparecida dos Santos estava pesquisando o preço do brinquedo pedido pela filha. “Ela quer a boneca Lol. Está muito cara, mas vou dar porque, com criança, o remédio sai mais caro depois. Ela está pedindo e criança a gente faz os gostos. Acho que brinquedo sempre foi caro, mesmo antes da crise”, diz ela sobre a boneca surpresa, desejada por muitas crianças, que vem em uma embalagem lacrada e custa mais de R$ 100.

Gabriela dos Santos procurou a boneca que a filha quer

Operadora de telemarketing, Julia de Souza Menezes compra brinquedos para a filha, mas não para a data especificamente. “Toda vez que saio, tem que levar algo, é a condição. Não tem pedido especial, minha bebê tem três anos, então não é nada específico, ela pede pelo personagem só”, conta ela sobre a filha ainda não pedir determinados brinquedos.

Julia de Souza Menezes compra brinquedos para a filha

A estudante Larissa Santos conta que seu bebê já ganhou o presente do Dia das Crianças. “Compramos um sapinho para ele. Tem que trocar brinquedo sempre porque criança enjoa. Acho que, por conta da pandemia, houve mais procura, porque as crianças ficam em casa, então brinquedo e livrinho são muito úteis”, diz ela.

COMÉRCIO

Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) e o Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio), entre as ações previstas pelas entidades estão a premiação 100 caricaturas de crianças feitas pelo especialista Toquinho. Outras iniciativas para estimular as vendas são o investimento em promoções, facilidades de pagamento, kits de presentes, parcerias e vitrines decoradas.

O presidente da Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, Mark William Ormenese Monteiro, diz que é importante que o comerciante inove e invista em ações de marketing. “É mais difícil fazer projeções futuras, mas nossa expectativa é a de um cenário melhor para os próximos meses. O comércio começa a dar sinais de reação”, diz ele.


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