Jundiaí

Bicicletas têm alta procura, mas acidentes seguem na mesma linha

As bikes estão mais comuns na pandemia, tanto para lazer como para exercícios, e isto tem refletido nos índices do período


 ALEXANDRE MARTINS
Carlos Alberto diz que nem todos os ciclistas cuidam da segurança
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Os acidentes que envolvem ciclistas são preocupantes, já que não raramente há vítimas pois a bicicleta não tem a proteção de um carro. Segundo dados do Infosiga, banco de dados que reúne informações de acidentes de diversas fontes, como Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal, de abril a agosto de 2019 não foi registrado nenhum acidente fatal envolvendo ciclistas em Jundiaí. Neste ano, porém, no mesmo período, foram três registros.

Dados que contraria a média estadual que aponta queda nos acidentes fatais envolvendo bicicletas entre os meses de abril a agosto deste ano em comparação com o ano passado, sendo o último mês com a maior queda, foram 35% de acidentes a menos com bicicletas, segundo o Infosiga.

NAS RUAS

O gerente de uma loja de bicicletas em Jundiaí, Carlos Alberto Windlin, diz que as vendas de bicicletas continuam em alta, mas nem todos os ciclistas dão atenção à segurança. "As vendas continuam em crescimento, mas é preciso cuidado porque compram a bicicleta e esquecem dos itens de proteção, como o capacete", comenta.

O ciclista de Jundiaí, Roberto Fernandes, faz parte do grupo de ativistas pela bicicleta Pedala Jundiaí e diz que não sente segurança na cidade. "Infelizmente não temos políticas públicas voltadas para os ciclistas. Há uma série de coisas que poderiam ser implantadas e não foram. Tinha que diminuir a velocidade das vias para que tivessem o uso compartilhado, esquecem dos ciclistas, dos pedestres e do transporte público", reclama.

Gonçalves também diz que os motoristas não respeitam. "A gente tem que andar sempre no fluxo do trânsito, do lado direito e sinalizar com a mão quando mudar de lado, mas tem muitos motoristas passando em alta velocidade ao lado dos ciclistas. Tem motorista que reclama e se acha dono da via, mas não é o IPVA que faz via, é o imposto que todos nós pagamos."

Procurada, a Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (UGPUMA) informa que possui um Plano Cicloviário com um total de 174 km. Há também projetos para cerca de 50 km de ciclovias e ciclofaixas. Há atualmente 8 km de ciclovias em Jundiaí.

A UGPUMA diz que está em fase de contratação a execução de uma ciclovia com 3km na avenida Prefeito Luis Latorre. Também está em fase de elaboração a licitação para as ciclovas na rua Elias Juvenal de Mello, conexão entre avenida Jundiaí e avenida Marginal do Córrego das Valquírias, conexão da Rodoviária ao Terminal Central, na avenida Osmundo dos Santos Pelegrini, na avenida Henrique Brunini e na avenida José Benassi.

RODOVIAS

Nas rodovias que cortam Jundiaí, os acidentes registrados têm uma certa estabilidade neste ano em comparação ao ano passado. Segundo a Rota das Bandeiras, concessionária que administra a rodovia Engenheiro Constâncio Cintra, foram dois acidentes envolvendo ciclistas este ano, sendo nos meses de julho e setembro, mesmo número do ano passado, com ocorrências em abril e junho. Nenhuma das quatro ocorrências resultou em mortes.

A ABColinas, administradora da rodovia Dom Gabriel Bueno Paulino Couto, informa que entre abril e agosto do ano passado e deste ano não houve registro de acidentes envolvendo ciclistas.

Já a Autoban, responsável pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes, informa que de abril a agosto de 2019 foram registradas duas ocorrências com ciclistas no trecho de Jundiaí.

No mesmo período deste ano foram três ocorrências. A Autoban destaca que, embora o tráfego de bicicletas no acostamento das rodovias brasileiras seja permitido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CBT), a recomendação é para que os ciclistas evitem.

 


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: