Jundiaí

Em meio à pandemia, mercado das flores projeta crescimento

Muitas pessoas aproveitaram o isolamento para deixar a casa mais bonita e as flores contribuíram para aquecer o setor, que comemora


ARQUIVO JJ
Marlene Bardan está satisfeita com o aumento nas vendas de flores
Crédito: ARQUIVO JJ

O comércio de flores também foi um dos setores impactados pela pandemia, principalmente com o cancelamento de festas de casamento, bodas e a proibição das visitas aos cemitérios em todo o estado.

A cidade de Holambra, por exemplo, município referência na produção e comercialização de flores, sentiu os impactos econômicos no setor logo no início de maio.

Um levantamento feito pelo Comitê de Crise do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), que reúne as principais lideranças do setor, aponta que os produtores deixaram de faturar R$ 297,7 milhões no mês de março.

Em Jundiaí, em contrapartida, a venda de flores aumentou significativamente após o isolamento social. As sócias Marlene Barban, de 58 anos, e Franciane Carvalho, de 38 anos, estão satisfeitas com o resultado. Com uma floricultura localizada na Vila Arens, Marlene ressalta que a opção de vendas on-line ajudou a redobrar o número de flores na pandemia. "Nós recebemos encomendas pelo nosso WhatsApp e os clientes retiram conosco as flores, mas as vendas se mantiveram mesmo com a reabertura das lojas físicas", comemora.

Variando de R$55 a R$90 é possível escolher vasos, buquês e arranjos e os destaques têm sido as suculentas, raphia e zamioculcas, plantas das quais não exigem tantos cuidados em casa no dia a dia. "Basicamente são plantas que gostam de sol e água. Claro que tivemos muita procura por orquídeas, rosas e girassóis, mas estas saíram mais como opções de presentes para familiares acompanhadas de cestas de café da manhã", completa.

A proprietária da floricultura Poeme, Renata Duarte Moreira, de 39 anos, relata que no isolamento social os jovens criaram o hábito de comprar flores para deixar a casa com um aspecto mais leve. "Notamos essa mudança de faixa etária. As pessoas estão criando novos hábitos e cultivando plantas e flores. A procura por plantas aéreas foi maior, como por exemplo, jibóias, samambaias e fícus lyrata, uma planta mais nobre que possui folhagens diferentes", diz.

O designer floral Geraldo Lauro Tomazini, de 44 anos, percebeu um aumento nas vendas de flores após a pandemia. "Nos últimos 30 dias aumentou 30% a 40% o fluxo de clientes na loja. No sistema on-line o movimento se manteve na época em que a loja estava fechada", explica.

Além de girassóis e rosas, os lírios foram as flores mais procuradas pelos clientes, o que representa uma mudança de perfil de público. "Antes da pandemia as pessoas compravam muitas flores para presentear e agora percebemos que elas compram as flores para levar para casa. Vemos muitas famílias se redescobrindo e se dedicando mais tempo aos cuidados com as flores e incentivando até os filhos a essa prática", completa.

SERVIÇO

Floricultura Poeme:
@poemeflores;

Marlene:
Whatsapp: (11) 95070-5709

Facebook: Floricultura Nativa Flores

Geraldo Tomazini:
@floriculturaype

 


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: