Jundiaí

Esportistas se redescobrem e se adaptam às regras ao ar livre

Mesmo com o distanciamento social e a limitação para alguns serviços, pessoas continuam a pedalar, correr ou jogar, seja qual for a rotina


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Mesmo com as academias fechadas, Edvanderson não ficou parado e foi correr em lugares isolados da cidade
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

É fato que algumas atividades foram interrompidas por causa da pandemia de coronavírus, justamente para evitar o fácil contágio entre as pessoas. A forma mais fácil de ser infectado é em ambientes fechados, como cinema, escritórios e outros espaços com pouca ventilação. Um desses lugares é a academia, que atualmente funciona de forma parcial, com poucas pessoas e equipamentos, além do distanciamento social.

Mas há práticas esportivas que não precisam ser em ambientes fechados. Algumas delas, como corrida, ciclismo e tênis, estiveram ativas durante o novo normal. O primeiro caso é o de Roberto Fernandes, de 51 anos, que pedala bicicleta. Antes, ele pedalava em grupo, mas precisou parar por conta da pandemia. Mas, mesmo assim, Roberto não parou a atividade, faça chuva ou faça sol. "A pandemia atrapalhou a sociabilidade, mas não a prática de esporte em si."

Uma das marcas que a pandemia deixa é a do uso de máscaras. Muitas pessoas reclamam que, mesmo as protegendo do coronavírus, sentem dificuldade para respirar, principalmente quando fazem algum esforço físico. Não foi diferente com Roberto, que sentiu dificuldade no começo, mas depois consegui se adaptar. "O maior problema é quando a máscara fica úmida de suor, aí não consegue respirar, por isso eu trago outras máscaras para ir trocando". "Tem gente que não usa, mas eu uso não apenas para me proteger, mas para dar o exemplo", disse Roberto.

O comunicador visual não tem um lugar definido para andar de bicicleta, então o fechamento de parques não foi um problema. "Como eu uso a bicicleta para tudo, dependendo do lugar que eu vou, eu pedalo depois dos meus compromissos."

E Roberto deu algumas dicas para quem quer começar a pedalar, como ter uma bicicleta boa, pedalar em lugares mais seguros, como parques e lugares com menos movimento, pois as ciclovias podem ser perigosas para os iniciantes, além de usar equipamentos, como capacete, joelheiras e óculos de proteção, para evitar que mosquitos entrem em seus olhos e atrapalhem a sua visão.

CORRIDA

Outro esporte ao ar livre é a corrida, seja na pista ou na rua. O publicitário Edvanderson Lima, de 34 anos, começou a correr antes da pandemia. Ele conta que veio a praticar para poder participar de uma competição em Campo Limpo Paulista, mas o coronavírus dificultou o processo de fortalecimento, que envolvia, além das caminhadas, os exercícios na academia, quando todas fecharam.

Mas ele buscou uma alternativa e começou a fazer corridas isoladas, sem pessoas junto dele. "Estava treinando do zero para competir, eu corria até Jundiaí, Jarinu, pelas serras, lugares em que eu não encontrava ninguém, sem entrar em contato com as pessoas", disse.

Um dos motivos para o isolamento nas corridas, além da segurança, foi por uma certa pressão das pessoas, que se sentiam incomodadas por ele estar correndo sem máscara, então decidiu correr longe da cidade.

Mas o começo não foi fácil para o publicitário. Ele precisava correr em outros lugares, fazendo viagens longas, para não precisar usar máscara enquanto corre, pois não há uma máscara apropriada para correr. "Há casos de pessoas que tentaram correr com máscara e, no meio do percurso, várias passaram mal e tiveram consequências", afirmou Edvanderson.

TÊNIS

Mesmo sendo disputado em quadra, o tênis é praticado em espaço aberto e com distanciamento social, sem a necessidade de usar máscara. Ainda assim, os espaços esportivos precisaram ser fechados por um tempo.

O enólogo em formação, Gustavo Leme, de 28 anos, joga tênis há 10 anos, mas recentemente machucou o joelho e precisou se afastar das atividades. Retornou recentemente e conseguiu fazer alguns exercícios de fortalecimento em casa com pesos e na academia do prédio.

Quando foi liberado, Gustavo não via a hora de voltar a jogar tênis. "Eu estava bem ansioso, pois o comportamento de todos teve que mudar, ter menos contatos, então houve um receio de como se comportar com os outros atletas. Eu estava bastante ansioso porque fiquei um ano parado", comentou.

Por existir um distanciamento entre os atletas no jogo, a única exigência que fazem é com objetos pessoais. "Está sendo bem tranquilo frequentar, estão tendo todos os cuidados necessários. Pedem para cada um levar sua própria garrafa de água para não compartilhar do bebedouro. De resto, não mudou muita coisa, pois naturalmente as quadras já são afastadas e isso ajuda", finalizou Gustavo.

 


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