Jundiaí

Dançarinos bailam em salas e quintais para manter o ritmo

Quem saía para dançar com intensidade antes da pandemia, teve que buscar novas formas de continuar se movimentando


ARQUIVO JJ
Áurea Bruno tem praticado o bolero em casa, durante o isolamento
Crédito: ARQUIVO JJ

Com a chegada da pandemia, as realizações de atividades relacionadas à dança tiveram que ser adaptadas à realidade do isolamento social. Quem saía para dançar com intensidade antes da pandemia, teve que buscar novas formas de continuar se movimentando.

A psicóloga e professora de inglês, Carolina Soares Jacobino, de 25 anos, gosta de dançar e também já foi professora de dança, mas, há dois anos optou por continuar participando das aulas de salão, para poder conciliar a dançar com os estudos da graduação que cursava na época. Dançando no salão os mais variados ritmos, como sertanejo, zouk, forró e bolero, a dança se estendia também para momentos de lazer. Com a chegada da pandemia, os salões e atividades em grupo ficaram suspensas e o jeito foi continuar dançando em casa mesmo.

"No início da pandemia tudo era incerteza, paramos com as atividades de dança de imediato, depois de um tempo o corpo começou a sentir falta. Então comecei a dançar em casa mesmo", explica Carolina.

A sala de casa virou o salão do estúdio de dança e o quintal se transformou na pista de dança dos bailes que frequentava. Para acompanhar o ritmo da dança, Carolina conta com a ajuda do seu namorado Douglas Schinetzler, de 35 anos, que é profissional de dança há mais de 20 anos. A música aproximou e uniu o casal que, além de continuar dançando, puderam aprimorar as técnicas da área de cada gênero musical.

"A prática de quem trabalha com a dança nunca é dançar por dançar, sempre há um foco em melhorar alguma técnica, para mim, enquanto professor de dança, os treinos com a Carolina, na sala ou na área do quintal de casa eram uma oportunidade de manter o corpo em fluxo", ressalta Douglas.

O zouk, o samba e o bolero foram os gêneros musicais mais explorados pelo casal e parceiros de dança durante o "isolamento musical". "A dança nos proporcionou bons momentos, me diverti bastante, apesar de não poder sair para dançar como estava acostumada", diz Carolina.

A aposentada Áurea de Almeida Gallo Bruno, de 63 anos, também é muito ativa no mundo da música. Ela, que também já atuou como professora de dança de salão, conta que sua experiência nas aulas a motivou a ser professora. "Eu dava aulas de bolero, samba, soltinho, chá-chá-chá e forró. Na época os próprios alunos me incentivaram a deixar de ser aluna para virar professora. Na verdade, sempre gostei de dançar" explica Áurea.

Há três anos, Áurea parou de dar aulas, mas continua dançando até hoje. Com a chegada da pandemia, a sala da sua casa abriu espaço para o som e as suas coreografias. "Eu mesma monto os passos do bolero de acordo com a música, costumo treinar trocadilho, "S", cruzado, vai e vêm, giros e poses nas pausas e no final da dança. Treino fazendo o papel do cavalheiro no bolero e depois repasso para meu parceiro que às vezes vem dançar comigo em casa também", completa.

Retomada

Do ponto de vista profissional, Douglas ressalta que, com a pandemia, o setor praticamente estagnou, e foi necessário se adaptar a essa mudança também. "Eu tinha um estúdio de dança que fechou na pandemia, mas mantive contato com meus alunos, por meio de plataformas on-line buscando ampliar os conhecimentos técnicos sobre a área. Agora estamos voltando com as aulas particulares de forma gradual", diz.

Para Carolina, a expectativa de retorno à rotina habitual com a dança é grande. "Estou na expectativa da retomada das atividades para sair para dançar, tomando os cuidado, claro, pois quando saímos trocamos experiências", ressalta.

Áurea está se adaptando conforme a realidade, a ideia é não parar de se movimentar, seja em casa, seja no salão. "Temos que dançar conforme a música, eu sempre fui ativa e saía até da cidade com grupos de dança nos finais de semana para dançar. Sou apaixonada pela dança", diz entusiasmada.

 


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