Jundiaí

Pandemia acelera a demanda pelas profissões do futuro

Com o isolamento, empresas que pretendiam apostar na digitalização foram forçadas a adiantar a mudança, exigindo profissionais da área


ARQUIVO JORNAL DE JUNDIAI
Larissa Gonçalves conta que há demanda em áreas das vendas on-line
Crédito: ARQUIVO JORNAL DE JUNDIAI

O mercado de trabalho é dinâmico, algumas profissões existem há muito tempo e não são substituíveis, mas são adaptáveis. Também há outras que surgem ao longo do tempo para suprir a demanda que aparece com a modernização de práticas e produções. Fato é que a tecnologia muda e o mercado acompanha.

Na lista de profissões emergentes publicada no início deste ano pelo LinkedIn, rede social profissional, os 15 cargos com maior tendência de crescimento foram: gestor de mídias sociais; engenheiro de cibersegurança; representante de vendas; especialista em sucesso do cliente; cientista de dados; engenheiro de dados; especialista em inteligência artificial; programador de JavaScript; investidor Day Trader; motorista; consultor de investimentos; assistente de mídias sociais; desenvolvedor de plataforma Salesforce; recrutador especialista em tecnologia da informação e coach de metodologia Agile.

Destas 15 profissões, ao menos nove têm ligação direta com as tecnologias de informação (TI), uma das maiores tendências para a demanda do mercado. Coordenadora de RH da Luandre, Larissa Gonçalves diz que, de fato, há uma grande demanda neste setor com a digitalização, impulsionada pela pandemia.

Larissa explica que, além da tecnologia de informação, empresas buscam toda a operação do e-commerce. "Tanto o marketing quanto o TI são profissões que cresceram e vão crescer. Pessoas que não procuravam marketing, agora procuram, não estamos encontrando mão de obra para suprir a demanda. A logística aumentou agora e não acho que vá cair depois da pandemia."

O ex-coordenador do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Unianchieta, Fábio Lucchini, atua hoje como chefe de operações de tecnologia (CTO) e diz que, além da procura geral de TI, há uma exigência de segmentação na área. "A tecnologia evolui muito rápido, uma linguagem de programação desenvolvida hoje pode não existir em cinco anos. Essa área só tende a crescer e paga bem, mas é muito dinâmica, é preciso estudar muito e a vida toda", diz ele.

"Há uma pesquisa que diz que muitas profissões que nossos filhos vão trabalhar nem existem ainda. Hoje, o Brasil já tem uma defasagem de profissionais na área de TI e já estamos importando profissionais", conta Lucchini sobre a demanda.

E-COMMERCE

Séliu de Oliveira é proprietário de uma empresa que desenvolve plataformas on-line, principalmente para restaurantes, a Bitbyte, e diz que a pandemia mudou este setor. "Tivemos uma procura muito grande. Em um primeiro momento, a pandemia acelerou o delivery, bares e restaurantes precisaram vender on-line, agora, com a reabertura, precisam de cardápios digitais. Com o desemprego também, muitas pessoas investem em um negócio e pensam na venda na internet. A pandemia, assim como a revolução industrial, despertou um novo mercado e mudou o comportamento da sociedade."

Professor e coordenador dos cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e de Sistemas Embarcados da Fatec Jundiaí, Cláudio Luís Vieira Oliveira, diz que há uma adequação das profissões. "Surge cada vez mais a necessidade de desenvolver programas. O hardware não substitui diretamente muitas profissões, mas o comércio eletrônico, por exemplo, cresceu muito na pandemia, só que exige tecnologia uma boa logística também. A pandemia acelerou alguns processos tecnológicos, além do comércio eletrônico, a telemedicina, a educação remota, tudo isso acabou aumentando."

 


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