Jundiaí

Unindo tecnologia e trabalho, 'Emily' está em todo lugar


ARQUIVO PESSOAL
Thamyres Kasperavicius criou sua lojinha de beleza no Instagram
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

"Na França, não vivemos para trabalhar, nós trabalhamos para viver". A frase de efeito da nova série queridinha da Netflix, que estreou no último dia dois, Emily em Paris, resume o choque cultural e de ideias que a jovem Emily Cooper sofre ao ser transferida de Chicago para Paris a trabalho. Interpretada por Lily Colins, a norte-americana chega sem saber falar o idioma local e percebe que a maneira de se relacionar com o trabalho é diferente nas duas cidades. Usando da tecnologia e da espontaneidade, Emily implementa uma visão americana sobre marketing, modernizando o ambiente de trabalho em que foi inserida.

Por conta da pandemia, muitas profissões e profissionais precisaram se adaptar e incluir a tecnologia no dia a dia. A professora de biologia Claudia Aparecida Longatti é exemplo disso. Leciona há 25 anos e nunca imaginou viver uma situação como essa. "Nunca pensei que um dia gravaria uma aula e de repente tive que aprender a mexer em tecnologias que eu nem sabia que existiam. Instalei em meu computador os aplicativos de reunião para interagir com os alunos e gravar as aulas e criei um canal no Youtube, isso de março pra cá. Além disso, comprei uma lousa digitalizadora, e todos os esquemas e desenhos que eu fazia no quadro branco, na escola, eu faço agora na tela do computador", relata.

Claudia conta que as a tecnologia torna as aulas mais intensas e completas, mas o contato com os alunos faz falta. "Com as aulas on-line, não consigo medir se os alunos estão aprendendo ou não. Como professora, mudei bastante a forma de pensar na aprendizagem e no momento de preparar uma aula. A tecnologia vem me auxiliando bastante", afirma.

Outra profissão tradicional que usa da tecnologia para se adaptar ao momento é a medicina. O otorrinolaringologista e professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí, Edmir Américo Lourenço começou a realizar a telemedicina e atender os pacientes por Whatsapp. "A adaptação com a pandemia exigiu esforço das pessoas em quaisquer atividades, inclusive dos médicos. O exame físico é uma parte importante do atendimento, mas a consulta on-line preenche parcialmente as necessidades do paciente. É uma tentativa de minimizar o sofrimento, pois às vezes uma simples opinião médica pode sanar as dúvidas e tranquilizar apreensões", explica o médico de 68 anos, que em dezembro completa 45 anos de profissão.

Lourenço acredita que, pós-pandemia, os modelos de atendimento passarão a ser híbridos. "A tecnologia influencia inclusive na prática médica, pois casos menos complexos poderão ser atendidos virtualmente. Apesar disso, o atendimento presencial não será extinto", afirma.

Jovens empreendedores

O espírito jovem e moderno que Emily passa na série também reflete em quem viu no período de isolamento uma oportunidade para criar um negócio.

É o caso de Thamyres Kasperavicius Falcão Alves, 22 anos, que abriu uma lojinha no Instagram no começo de setembro, a @dasmmi_. "Sempre tive vontade de abrir uma loja no insta mesmo. Mas era só uma vontade, não era prioridade, nem necessidade. Quando a pandemia começou, as coisas ficaram bem apertadas e eu fiquei desesperada, pensando em como ocupar minha mente. Foi então que eu coloquei em prática a ideia da loja de produtos de beleza", conta.

A jovem ressalta a importância da tecnologia para conseguir manter as vendas. "A tecnologia é simplesmente tudo hoje em dia. Vejo muitas pessoas vendendo pelas redes sociais e cada vez mais gente adere às lojinhas virtuais. Eu sou um exemplo disso, se fosse para abrir uma loja física seria muito mais difícil concretizar e a tecnologia trouxe essa facilidade", afirma.

 


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