Jundiaí

Clima da estação acentua crises alérgicas em adultos e crianças

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) diz que 30% dos brasileiros têm algum tipo de alergia, sendo que 20% são crianças


ALEXANDRE MARTINS
Mariana Bee Mota fica com os olhos e nariz coçando com frequência
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

A primavera é um período que requer atenção com a saúde, já que a estação é caracterizada pelo alto índice de umidade devido as chuvas, dias mais secos e a concentração de partículas de pólen no ar. Todos unidos desencadeiam crises alérgicas às pessoas já comprometidas.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cerca de 30% dos brasileiros têm algum tipo de alergia e, desse percentual, aproximadamente 20% são crianças. Essas condições podem favorecer o surgimento de crises alérgicas respiratórios e de dermatoses, por isso exigem cuidados redobrados.

A pneumologista Lívia Bissoli Pradella, de 34 anos, explica que além dos fatores climáticos, o pólen presente em maior quantidade no meio ambiente pode desencadear e até agravar alergias como rinites, conjuntivites e asma, principalmente em pacientes crônicos que devem dispensar maior atenção aos cuidados. "Um paciente alérgico tem uma predisposição a desencadear crises, principalmente em contato com fatores que são gatilhos para os sintomas de irritabilidade. O pólen pode ser disseminado facilmente no meio ambiente através do vento e, ao ser inalado, ele ativa um processo inflamatório na mucosa, seja no nariz, nos olhos ou nos brônquios, acentuando crises alérgicas", explica.

A dermatologista Célia Antônia Xavier de Moares, coordenadora do curso de graduação e residência de dermatologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), orienta sobre as possíveis dermatoses que podem aparecer com mais frequência na primavera.

"Podemos citar a pitiríase rósea uma dermatose que geralmente é causa por vírus e mais comum em adultos. Ela é caracterizada pela aparição do que chamamos de medalhões, que seria erupções de lesões na pele e em alguns casos podem até causar febre. Geralmente elas desaparecem com o tempo, e nesse caso o mais indicado é hidratação da pele e buscar por orientações médicas", explica.

CUIDADOS

Quem colocou em prática todos esses cuidados para evitar o agravamento de suas crises alérgicas foi a estudante de oceanografia Mariana Bee Mota Lo Monaco, de 22 anos. Além da irritabilidade nos olhos e coceiras no nariz, sua sinusite costuma a piorar com a mudança de clima, principalmente nos dias mais secos. "Eu passei com o médico e fiz um tratamento por algum tempo, mas geralmente costumo a manter o ambiente arejado com umidificadores e o cuidado com a limpeza para disseminar o pó em casa", explica.

Além das crises respiratórias, Mariana também tem dermatite atópica, que costuma piorar nessa época do ano. "Quando o tempo está úmido e quente, costumo ter irritabilidade nas dobras do braço e dos joelhos, por isso procuro manter os locais secos e sempre hidrato com cremes que possuo", completa.

PREVENÇÃO

A pneumologista Lívia Bíssoli diz que é na primeira infância que a atenção deve ser reforçada porque as crises alérgicas são mais frequentes. "É necessário seguir algumas orientações para evitar o aparecimento e agravamentos das irritabilidades causadas pelas alergias", orienta.

Bichos de pelúcia devem ser limpos com frequência, assim como tapetes e cortinas. "É indicado passar um pano úmido e manter o ambiente arejado. Toda e qualquer situação que seja um gatilho para desencadear uma crise, deve ser evitada", orienta a pneumologista.

Célia reforça sobre os cuidados rotineiros que podem evitar as dermatoses."Manter a pele hidratada e evitar que as dobras dos braços e das pernas fiquem úmidas ajudam a evitar micoses. Lavar as mãos é fundamental, pois além do coronavírus evitamos a possível contaminação por outros vírus", diz.

 


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