Jundiaí

Jundiaí ocupa o 3º lugar no ranking de importações em SP


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Marcio Ribeiro diz que o transporte representa até 25% do produto
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Com a pandemia, a balança comercial de Jundiaí sofreu alterações, porém mesmo diante das dificuldades do cenário econômico, o município ocupa o terceiro lugar no ranking de importações no estado de São Paulo.

De acordo com os números apresentados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, de janeiro a setembro deste ano, as importações tiveram um aumento de 7,4% em US$ milhões.

Números que deixaram a cidade em uma posição importante diante da economia. É o que explica o diretor do Departamento de Comércio Exterior (Comex) do CIESP Jundiaí, Márcio Ribeiro Júlio. "Dentro do ramo industrial e de consumo estamos muito bem posicionados. Inclusive, Jundiaí foi uma das cidades que sofreu menor impacto dentro do ambiente de negócios em nível nacional", declara o diretor ao afirmar que os aparelhos elétricos, circuitos integrados e máquinas de processamento de dados estão entre as maiores demandas de importação.

Em relação às exportações, o crescimento teve como entrave a questão cambial. Jundiaí teve uma queda de 27,7% em US$ milhões de janeiro a setembro. No mesmo período do ano anterior, houve aumento de 8% nas exportações. No entanto, ainda que a queda pareça ser crítica, grande parte da variação se deve à variação cambial."Essa interpretação deve ser feita com cautela. O fator cambial é imprescindível na análise, principalmente levando em conta que de janeiro de 2019 a setembro deste ano o dólar variou de R$3,80 a R$6,00', analisa o especialista.

Hoje, a cidade possui 0,9% de participação nas exportações do estado e, analisando a visão geral dos produtos, a maior predominância se dá no setor automotivo, mais especificamente as partes e acessórios de veículos, que correspondem a 14% do total das exportações.

Entre números positivos e negativos, o especialista olha com otimismo para o futuro. "O governo está investindo nos setores de construção civil e na indústria automotiva e isso nos faz acreditar que o cenário tende a melhorar. Contudo, temos que casar isso a outros indicadores", diz alegando que a empregabilidade também é um fator influente.

PEQUENOS

Nesse cenário, não são só as grandes indústrias que são impactadas, mas também os pequenos empresários que muitas vezes demandam de materiais importados para seus negócios ou mesmo investem na exportação de seus produtos. É o que explica o presidente da Associação Comercial Empresarial de Jundiaí, Mark William Ormenese Monteiro. "Geralmente em uma crise econômica os pequenos são os mais prejudicados mas estamos confiantes na recuperação da economia e a nossa expectativa é a de um cenário melhor para os próximos meses", pontua, referindo-se ao aumento dos preços e consequente diminuição de matéria-prima.


 


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