Jundiaí

Vagas temporárias devem ser as menores desde 2015

COMÉRCIO A CNC aponta que, em virtude da pandemia, as contratações serão mais lentas este ano


ALEXANDRE MARTINS
Os últimos meses do ano criam grandes expectativas entre os comerciantes que almejam alavancar as vendas
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

A menos de dois meses para as comemorações de final de ano, os estabelecimentos comerciais se preparam para o fluxo intenso, porém há incertezas quanto a contratação de vagas para o setor.

De acordo com a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) até o final deste ano mais de 400 mil vagas devem ser geradas em nível nacional. No entanto, levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que neste ano as contratações serão as menores desde 2015.

Em Jundiaí, de acordo com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Jundiaí e Região (Sincomerciários), a pandemia interferiu diretamente no número de vagas. É o que explica o presidente da entidade, Milton de Araújo. "No período do ano em que estamos, as contratações já deveriam estar em curso, mas até agora o comércio contratou apenas 20% do esperado", explica.

A expectativa é que neste ano os postos temporários tenham queda de 12% em relação ao ano anterior. "Esperamos que a redução não seja extrema e, justamente por este motivo, estamos pensando estrategicamente em ações que possam fomentar o comércio nos próximos meses, principalmente na região do Centro", diz Araújo.

Nas principais lojas da cidade já é época de se planejar. É o que conta a encarregada de uma loja de presentes e acessórios para o lar, Célia de Sousa Fontes. "No início de novembro daremos início ao nosso balanço para ter noção de quantas pessoas precisaremos para reforçar o trabalho em nossas lojas. Por conta disso, não demos início às contratações e também não sabemos ainda como será esse movimento, bem como quantos colaboradores extras serão necessários", compartilha.

O regime de trabalho, segundo o presidente da Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, Mark William Ormenese Monteiro, é uma boa alternativa para as empresas, uma vez que confere maior flexibilidade de gestão, mas também para os funcionários. "É uma oportunidade do trabalhador retornar ao mercado de trabalho e ser efetivado em uma eventual vaga permanente.", afirma.

Para Edison Maltoni, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio), os trabalhadores temporários possuem papel imprescindível para a movimentação da economia local. "O Natal é a principal data comemorativa do varejo e deve movimentar R$ 37,5 bilhões em 2020, o que significa 2,2% a mais do que no ano passado, conforme a CNC. Em Jundiaí, também acreditamos que o número de contratações será menor este ano. No entanto, ainda não temos como precisar porque tudo depende da fase que a cidade estará nos próximos meses.", reflete.

SHOPPINGS

O cenário para os shoppings é semelhante às lojas de rua. O consultor do Paineiras Shopping, Eduardo Pereira, afirma que as contratações neste ano serão mais amenas. "Até o momento não tivemos movimentação, mas a expectativa é que a partir do começo de novembro isso mude. Os interessados podem deixar o currículo diretamente na administração do shopping", diz.

O JundiaíShopping, por sua vez, está recebendo candidaturas através da área "Trabalhe Conosco", disponibilizada neste link: https://bit.ly/2HCQ27t

Por fim, o Maxi Shopping deu início às contratações em outubro e as lojas estão aceitando currículos in loco.


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