Jundiaí

No AUJ, 10% das escolas voltaram ao presencial

Em Jundiaí, sete das 36 escolas de ensino médio retomaram suas atividades em sala de aula


ALEXANDRE MARTINS
Elaine Vechin auxilia as filhas Larissa e Heloisa durante o estudo em casa e não aprova o retorno das aulas
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Desde o dia 7 de outubro, data em que as escolas estaduais tiveram a autorização para o retorno das atividades presenciais, a rotina nas salas de aula vem sendo retomada aos poucos. Juntas, as sete cidades compõem o Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) possuem 89 escolas estaduais, no entanto, apenas nove optaram pelo retorno ao presencial, o que corresponde a uma adesão de apenas 10,11%.

Segundo a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, em Jundiaí sete das 36 escolas estaduais retornaram. São elas EE Adib Miguel Haddad (Santa Gertrudes); EE Prof. Getúlio Nogueira de Sá (Anhangabaú); EE José Silva Junior (Jardim das Bandeiras); EE Monsenhor Venerando Nalini (Ivoturucaia); EE. Paulo Mendes Silva (Vila Arens II) e EE. Professora Benedita Arruda (Vila Didi).

Além dessas, em Várzea Paulista a E.E. Profa. Lavinia Ribeiro Aranha (Jardim Bertioga) e EE Prof. Marcos Alexandre Sodré (Jardim América II) também voltaram.

MUNICIPAIS

Em contrapartida, a Prefeitura de Jundiaí, por meio Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC) afirma que, por hora, as aulas da rede continuam suspensas. Estão em desenvolvimento apenas as atividades complementares no Ensino Fundamental I (de 1º ao 5º ano) e no Centro Municipal de Educação de Jovens e Adultos (CMEJA), como o reforço e recuperação da aprendizagem, acolhimento emocional, orientação de estudos e tutoria pedagógica, plantão de dúvidas, avaliação diagnóstica e formativa e interação com as famílias dos estudantes para fortalecimento do vínculo com a escola.

Atualmente, a rede municipal de ensino conta com 109 Emebs, além do CMEJA, somando 110 unidades escolares e cerca de 39 mil alunos matriculados. Ainda que o retorno das crianças ainda não tenha data definida, os pais já se preparam para a possibilidade do retorno, mas nem todos são a favor da ideia.

Esse é caso da técnica em enfermagem Elaine Albert Vechin, de 34 anos, mãe da Heloísa, de 4 anos. Ela prefere continuar com as aulas remotas até o final do ano. "Sou a favor da permanência das aulas remotas na rede municipal pela segurança das nossas crianças. Tenho uma filha de 4 e outra de 11 anos. Vejo aqui em casa, se a mais velha não para de máscara, imagina a mais nova. Isso se torna ainda mais difícil quando eles estiverem todos com seus colegas de classe", reflete.

A gestora de Educação, Vastí Ferrari Marques, afirma que a retomada será um desafio, mas que cada detalhe já está sendo programado. "Para a retomada das aulas, um dos desafios será habilitar tantos as equipes escolares como os alunos para um convívio diferente, seguindo regras sanitárias específicas. Teremos que nos voltar para auxiliar, especialmente as crianças, a ficarem distanciadas. As escolas já estão organizadas e com protocolos definidos, controle de acesso e dispensação de álcool em gel", declara.

Outro desafio, de acordo com a gestora, será fazer o reforço escolar dos alunos, pensando sempre no desenvolvimento de suas habilidades e competências, no trabalho de educação socioambiental, e também nos sentimentos das crianças que vivenciaram perdas de entes queridos, desemprego dos pais ou responsáveis entre outras situações acarretadas pela pandemia.

 


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: