Jundiaí

Pandemia e calor aumentam procura por piscinas e acessórios

Segundo a iGUi, o crescimento das vendas no país foi de 211% em setembro deste ano


ALEXANDRE MARTINS
Patrícia Espósito percebeu a demanda para itens de piscinas
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Com as pessoas mais tempo em casa devido à pandemia, unido ao clima mais quente deste ano, não deu outra. As vendas de piscinas e de outros produtos relacionados ao lazer aquático aumentaram. Segundo a iGUi, líder mundial em fabricação de piscinas de fibra de vidro, o crescimento das vendas no país foi de 211% em setembro deste ano, se comparado ao mesmo mês do ano passado. Este foi o melhor setembro dos último 25 anos para a empresa.

Aumento percebido pelos proprietários de loja e de acessórios de piscinas e lazer. O proprietário da Aquaville Piscinas, que fabrica piscinas de alvenaria e vende acessórios aquáticos, Vagner Merloti, diz que neste período de pandemia as vendas subiram muito.

"Percebi um aumento de 70% na procura de construção nos últimos anos. No ano passado a gente tinha em média duas ou três piscinas para terminar no final do ano até o Natal. Neste ano a gente tem em torno de dez piscinas", relata.

Marloti precisou dispensar uma parte da equipe no início da pandemia, por temer a baixa do trabalho, e conta que o mercado evoluiu tão rápido que já não há mão de obra disponível para dar conta dos serviços. "Nós não temos hoje mais equipe para construção. A parte de manutenção, acho que aumentou 10% porque nós não estamos conseguindo pegar mais manutenção, como reparo de bombas, reparo de solar, reparo de piscina mesmo, reforma pequena."

Já a proprietária da Piscinas Jundiaí, que vende equipamentos e acessórios para piscinas, Patrícia Espósito, a depender do tipo de acessório, o aumento tem variado de 10 a 20%, com destaque para sistemas de aquecimento. "Teve uma demanda, acho que de 50% das pessoas que têm piscina, 25 a 30% procuraram aquecimento, inclusive o solar, que não gasta energia. Jundiaí é uma cidade fria, sem aquecimento, você usa a piscina só seis meses no ano, com aquecimento, você consegue usar nove meses", explica.

Patrícia também vê uma grande procura de piscinas infláveis e brinquedos aquáticos. "Quem não tinha piscina e tinha um espaço no quintal veio atrás das infláveis. Hoje tem peças infláveis de 11 mil litros, que tem até filtro, kit com cloro para a limpeza. Antigamente eram piscinas de mil litros, agora tem as maiores e não precisa esvaziar toda hora. Boia, espaguete, brinquedos aquáticos, houve uma procura muito maior do que no ano passado", relata satisfeita.

De acordo com o balanço da franqueadora IGui, até março, as vendas ainda estavam alinhadas com o ano de 2019. Em março, o faturamento caiu 20% devido à pandemia. A recuperação começou em maio, seguida de junho, com um crescimento de 54%, julho com 123% e agosto com 215%.


 


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