Jundiaí

Produtores da Região têm oportunidade na exportação

COMÉRCIO Em Jundiaí, por exemplo, embora haja produção de frutas, o abastecimento é interno


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Tiago Trombetta exporta figo e já pensa em vender goiaba no exterior
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Algumas cidades da Região se destacam pela forte produção de frutas, contudo, são poucas que exportam seus produtos. Em Jundiaí, por exemplo, embora haja produção de frutas, o abastecimento é apenas para o mercado interno.

O destaque fica por conta das cidades de Jarinu, Valinhos e Louveira, onde os produtores enxergam na exportação uma oportunidade de mercado mais rentável. Este é o caso do produtor e exportador de figo, Tiago Trombetta, de Valinhos, que diz que a venda ao mercado externo é o que faz compensar a produção.

"O dólar está alto e o lucro aumenta, porém temos que lembrar dos gastos porque a gente compra os insumos em dólar. Em março, ficamos praticamente um mês parados e vendemos no mercado interno, mas o valor da negociação caiu 80%. A gente trabalha em função da exportação. Se não tiver, não compensa trabalhar. A exportação tem preço fixo e por isso tem mais segurança", conta ele que exporta para a Europa e Oriente Médio e pretende começar vender goiaba também no exterior.

O produtor de pêssego e de pitaia em Jarinu, Antonio Donizetti de Oliveira, conta que não está exportando neste ano, por conta da pandemia, mas pretende mandar a safra de pitaia, em janeiro, para o exterior. "Antes da pandemia compensava mais. Faço entrega em rede de supermercado e o preço está acompanhando o de exportação. O mercado interno tem demanda para a produção e nem todas as vezes compensa exportar, depende da oferta e da procura. A Europa e o Oriente Médio apreciam nossos produtos", diz ele que vê potencial no mercado de frutas do Brasil, assim como outros setores do agronegócio que vão bem no país.

Produtor e exportador de Jarinu, Rodrigo Parise investe na produção de frutas exóticas, como caqui fuyu, lichia, pitaya, atemoia, pêssego e poncã e, exceto a última, exporta todas para a Ásia, Europa, Oriente Médio e Canadá. Ele diz que venda no exterior ainda compensa, mesmo com os acréscimos da pandemia. "Todos os custos ficaram mais altos. Os insumos subiram com o lockdown e o frete subiu porque antes o custo dos voos era dividido entre passageiros e carga, agora, com menos passageiros, cobram mais da carga. A fruta chega mais cara para o consumidor final. Minha margem de lucro diminuiu e do importador também, mas ainda compensa exportar e ano após ano tem mais produtores da Região exportando", diz ele, que se antes tinha o custo de R$ 4 em um frete, paga R$ 13 hoje.

JUNDIAÍ

O gestor da Unidade de Gestão do Agronegócio, Abastecimento e Turismo (UGAAT), Eduardo Alvarez, explica que a cidade não faz exportação de frutas porque atende à demanda local. "Existe hoje uma demanda por exportação de frutas exóticas para a Europa, como atemoia e figo, mas sem produção em Jundiaí. O forte do município é a uva de mesa, mas não é exportada."


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