Jundiaí

GMs lutam pelo uso da barba

O intuito não é obrigar os que são contra a usarem, mas sim ter a liberdade de escolha


Assumir um cargo na Guarda Municipal de Jundiaí requer o cumprimento de uma série de protocolos, dentre eles, o que envolve exigências a respeito do visual do profissional que vai além do uso do uniforme.

O estatuto proíbe, por exemplo, que os homens façam uso de costeletas, barba ou cabelos crescidos, bem como que mulheres tenham cabelos em cores distintas às que constam em seus RG's. Na tentativa de anular essa exigência, os guardas municipais Jorge e Adiel entraram com um processo junto ao Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de Jundiaí.

"Os guardas mais antigos da casa são contra o uso da barba, mas nosso intuito não é obrigar os que são contra a usarem, mas sim o de ter a liberdade para escolher se a utilizamos ou não", explica Jorge ao enfatizar que o processo foi iniciado no final de junho.

A questão vai além. "Ao nosso ver, esse regulamento é preconceituoso, uma vez que a barba em si não afeta em nada o desempenho das nossas atividades", diz Adiel, ressaltando que a a regra, quando descumprida gera punição e, para ele isso fere o direito individual dos guardas.

Para o Gestor da Unidade de Gestão de Segurança Municipal (UGSM), Paulo Sérgio de Lemos Giacomelli Stel (Jacó), a exigência é simples e deve ser cumprida. "Essa é apenas mais uma questão irrelevante levantada pela sociedade. Entendemos que estar barbeado faz parte do asseio de cada um e por isso é uma das nossas exigências", pontua.

Segundo Jacó, a GM é preciso seguir regras. "A Guarda Municipal de Jundiaí completará 71 anos no próximo mês, somos uma instituição tradicional e, ao meu ver, assim como em qualquer outra corporação, há regras que devem ser seguidas. Em um grupo de 350 integrantes, quando há dois ou três que não concordam com algo, não há o que fazer."

Em outras cidades como Paulínia, São José do Rio Preto e São Caetano do Sul o pedido já foi acatado. No entanto, em Jundiaí o pedido foi negado e cabe à administração acatar ou não.

(Kátia Appolinário)

 


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