Jundiaí

Procura por carretos aumenta nos últimos meses em Jundiaí


ARQUIVO JJ
Emerson Iansen relata o aumento de carretos de mudanças residências
Crédito: ARQUIVO JJ

Muitas pessoas optam pela mudança profissional em busca de melhores condições de renda mensal e, nessa vertente, ser um prestador de serviços autônomo pode ser a solução. Alguns destes prestadores, dentre eles os que fazem carretos, notaram o aumento pela procura de seus serviços após o mês de março deste ano, com a chegada da pandemia.

Emerson Iansen, de 38 anos, atualmente é autônomo e trabalha fazendo carretos, fretes e mudanças, mas foi na sua profissão anterior que viu uma oportunidade de ser chefe do seu próprio negócio. "Eu trabalhava como vigilante de cargas, com um salário fixo, e vi nesse nicho uma forma de me emancipar e ganhar mais sendo autônomo e fazendo carretos. Por opção própria, decidi seguir neste ramo, no qual já atuo há cerca de um ano", explica Iasen.

Para Iansen, a demanda de serviços aumentou significativamente, especialmente os relacionados a fretes e mudanças, já que ele possui um caminhão baú com amplo espaço para transportar qualquer tipo de mercadoria com segurança. "Solicitações de mudanças de casa aumentaram cerca de 75% neste período após a pandemia. Percebo que as pessoas não trocam apenas de casa, mas às vezes até de cidade, saindo de Jundiaí para cidades da Região, muitos também têm saído de apartamento para morar em casa e vice-versa", completa.

Quem também viu a demanda pelos serviços de carreto aumentar especialmente as que se referem a 'carretos domésticos' foi o autônomo Nahuel Fabian Ascune, de 33 anos, que trabalha fazendo carretos há um ano e meio. "Percebi que a solicitação de serviços para pessoas aumentou significativamente, especialmente de materiais para construção de casas, como placas de gesso, por exemplo, e outros itens de reforma, o que não era habitual antigamente", diz.

Para realizar os carretos, Ascune utiliza uma Montana que possui uma capota de fibra personalizada, a qual ele pode remover de acordo com o espaço que precisa para fazer os transportes. No entanto, para ele as demandas de frete diminuíram, devido à concorrência no mercado. "Hoje em dia vemos nas ruas muitos carros que prestam esse mesmo tipo de serviço, temos muito mais concorrência, e nesse sentido, as empresas as quais eu sou cadastrado para realizar fretes de mercadorias compradas por pessoas pela internet, não são mais como antes. Recebo muito mais solicitações de pessoas do que das empresas", ressalta.

Renda

Como a renda de um autônomo depende de sua demanda de serviço, ela nem sempre é fixa, mas, segundo explica Iansen ela pode seguir um padrão. "Eu cobro o serviço de acordo com a quantidade de quilômetros que vou rodar com o carro, eu diria que dá para se manter fazendo carretos. Mas levo em consideração que trabalho de segunda a segunda, às vezes, pois muitos serviços caem aos sábados e domingos, mas tento priorizar o meu domingo de folga", explica.

Conciliando os fretes com as entregas, Iansen chega a faturar cerca de R$ 3 mil por mês, mas é preciso colocar tudo na ponta do lápis e levar em consideração o remanejamento de preços. "Com o caminhão baú, eu consigo tirar esse valor por ele ser maior e caber mais coisas, mas é claro que tive que mexer nos preços para garantir a continuidade dos serviços que faço e ainda temos que incluir gasolina e a manutenção preventiva do veículo, que tem que estar em dia", argumenta.

Ascune também mexeu nos preços, até por conta da concorrência de mercado e para fidelizar clientes. "Hoje em dia falar em valor fixo mensal é complicado, mas posso estimar que antes da pandemia faturava uma média de R$ 2 mil por mês, agora o valor caiu pela metade. Temos gastos para incluir como as manutenções do carro, por exemplo, mas se formos acrescentar tudo no valor do carreto, o preço fica inviável nesse momento", explica.

O diferencial está na divulgação, dessa forma é possível prospectar novos clientes e manter os serviços. "Personalizei a capota da Montana com meu contato com o objetivo de divulgar meu serviço, além das redes sociais, na qual também posto meus contatos. Busco me destacar como posso, com comprometimento no serviço e honestidade", diz Ascune.

Para Iansen, o uso das redes sociais é fundamental hoje em dia. "Essas ferramentas ajudam muito na divulgação. Participo de grupos no Facebook em que os clientes publicam suas necessidades e podemos contatá-los divulgando nosso serviço, não podemos deixar de investir nas redes sociais", completa.

(Nádia Antunes)


Notícias relevantes: