Jundiaí

Pequenas ações que podem transformar vidas

Ainda existem pessoas boas, que praticam diariamente a empatia e, com pequenos gestos e ações, mudam a vida de uma pessoa.


ARQUIVO PESSOAL
Talita Domingues teve apoio de uma amiga para amamentar a filha Laura
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Todos os dias nos deparamos com notícias trágicas e situações que colocam em dúvida o caráter das pessoas. Entretanto, existem pessoas boas, que praticam diariamente a empatia e, com pequenos gestos e ações, mudam a vida de uma pessoa.

Foi com uma simples ação que a jovem estudante de administração Nathani Giovana Brocanello, 25 anos, fez o dia de uma mulher grávida. "Estava no ônibus, voltando do trabalho por volta das 17h30. Quando uma mulher grávida entrou. Chamei-a para sentar, pois vi que ela estava desconfortável. Todos os bancos preferenciais estavam ocupados e nem todos por pessoas que têm direito. Mesmo meu banco sendo normal, não pensei duas vezes", conta.

Nathani conta que após alguns minutos a moça chamou para agradecer. "Ela disse que ficou muito feliz, pois sempre vê as pessoas postando sobre empatia na internet e ninguém pratica. Me contou que no momento em que cedi o lugar estava conversando com Deus e prometeu se alguém desse lugar, daria tudo o que tinha na carteira. Após isso, ela tirou R$ 50 da carteira e falou pra eu pegar. Não quis aceitar, pois fiz o gesto de coração, mas ela insistiu e disse que se sentiria mal se eu não pegasse. Ela me pediu pra tirar uma foto para mandar ao marido. Fomos conversando até o terminal e seguimos nosso caminho. Nunca mais a vi", relata a jovem.

Se quem pratica a boa ação não esquece, quem recebe se lembra ainda mais. A gestora de RH Talita Domingues, de 33 anos, demonstra gratidão pela amiga Jennifer Oliveira por uma ligação que elas criaram dentro da maternidade. Talita conta que, após o nascimento de sua filha, Laura Domingues, de 2 anos, não conseguiu amamentá-la, por não ter leite. "O hospital não queria nos liberar porque a Laura não estava se alimentando, nem ganhando peso. Pedi fórmula ou leite do banco, mas não queriam dar. Fiquei agoniada, pois minha filha estava com muita fome e eu não conseguia amamentá-la. Foi então que a Jennifer, que estava no mesmo quarto e tinha bastante leite, se ofereceu para alimentar a Laura. Eu aceitei. Ela estava com tanta fome que grudou nos seios da Jennifer e não soltou até ficar satisfeita", conta Talita, emocionada ao lembrar do momento. As duas permanecem amigas até hoje.

Cibeli Côrrea, 37 anos, também se lembrará para sempre da ajuda que recebeu de um "anjo", como ela gosta de chamar. A autônoma, que faz salgados para festa, mudou-se para Itatiba com o filho e o pai após a morte da mãe, mas não se adaptou ao local. Após a venda da casa da família, decidiu voltar para Jundiaí, porém, não tinha trabalho fixo e não conseguiria alugar ou comprar um imóvel na cidade. Foi então que conversando com uma pessoa admiradora de seu trabalho contou sua situação. A pessoa, mesmo sem conhecer Cibeli pessoalmente, resolveu ajudá-la a voltar para Jundiaí. "Um dia esse 'anjo' me mandou uma mensagem dizendo que admirava muito meu trabalho. Começamos a conversar e desabafei sobre o que estava vivendo. A pessoa se sensibilizou com a situação e se ofereceu para ser avalista de uma casa para que eu e meu filho morássemos. Além disso, ela me deu dinheiro para colocar gasolina no carro e comprar fraldas para o meu filho, Enzo, na época bebê. Eu não a conhecia e ela não me conhecia, foi realmente um anjo na minha vida", relata.

Cibeli conta que seu "anjo" continuou ajudando. Fazendo, inclusive, com que ela ganhasse o primeiro "miss plus size" de Jundiaí. "Ela continuou me ajudando com o Enzo e programou tudo para que eu participasse do concurso. Desde as roupas até a maquiagem. Eu não a conheço, não sei como ela é, mas sempre serei grata a ela", garante.

Cibeli garante que a maior lição que ficou dessa história é sempre pensar no próximo. "Ela me ensinou a ser melhor do que posso ser, a sempre ter dignidade e sempre ajudar o próximo, seja quem for, e principalmente, ter empatia pelas pessoas", completa.

(Mariana Checoni)

 


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