Jundiaí

Black Friday 'parcelada' é tendência do comércio

DESCONTOS Para evitar aglomerações no dia a dia, lojas optam por promoções durante todo o mês


ALEXANDRE MARTINS
A Black Friday deste ano seguirá a tendência da extensão das promoções pelo mês, para evitar as aglomerações
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Para evitar os tumultos e aglomerações típicos da Black Friday, tradicional promoção anual de sexta-feira, que este ano acontece dia 27 de novembro, comerciantes de Jundiaí começaram a antecipar os descontos de seus produtos. Gradualmente programam um departamento para atrair a atenção dos consumidores.

Este é o caso do gerente de uma loja de eletrodomésticos, móveis e eletrônicos, Thiago Roudelinq. Segundo conta, este ano as promoções começaram no início do mês. "São promoções que nunca tivemos antes. Temos descontos que chegam a 80% e, no dia da Black Friday, não tem nada específico, mas a intenção é que não tenha fila e aglomeração."

Os descontos permanecerão ao longo do mês, mas com produtos diferenciados. "Um produto que está com desconto agora, não estará no final do mês", diz ele.

O gerente de uma loja de móveis, Carlos Vergara conta que também deu início às ofertas no dia três deste mês. "Estamos divulgando nas redes sociais, no nosso site e em nosso jornal digital. Os descontos vão de 23% a 40% e temos produtos a pronta entrega. Aqui não estamos com faltas, ao contrário de outras lojas, porque temos parceiros e negociamos antes prevendo a demanda grande do final do ano. Vamos mudar os itens em desconto e haverá um revezamento de acordo com o estoque. O desconto será na mesma faixa, mas mudando os produtos."

Subgerente de uma ótica, Patrícia Gabriela Lemes, diz que começou a dar os descontos da Black Friday também depois do feriado de Finados, mas costumeiramente já faz as promoções ao longo de todo o mês. "A gente sempre faz promoção no mês de novembro. Tivemos uma queda nas vendas de 50% na pandemia e a expectativa é que este mês seja melhor."

CONSUMO

Observando os preços de máquinas de lavar, Alzira Gentile faz pesquisa para a filha que precisa de uma nova e espera os descontos da Black Friday. "Minha filha está esperando desde o dia 31 de julho. Agora, com o desconto, vamos comprar uma máquina de lavar para ela. Veremos o que for melhor, loja ou internet. A gente já está pesquisando em hipermercados e lojas e só na hora de comprar vamos resolver, mas vamos esperar mais um pouco para ver se melhora o preço", diz ela que aguarda descontos maiores com a aproximação do dia 27.

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí (Sincomercio), Edison Maltoni, a Black Friday é uma data já consolidada no calendário do consumidor e de extrema importância para o comércio. Para impulsionar ainda mais as vendas, neste sábado o comércio do Centro funciona até as 18h.

"Muitos lojistas e grandes redes fazem promoções antecipadas, como se fosse um 'esquenta' para a grande data. Ainda que as grandes empresas liderem o processo de antecipação da Black Friday para impulsionar as vendas", pontua Maltoni.

Para Mark William Ormenese Monteiro, presidente da Associação Comercial Empresarial de Jundiaí (ACE), o evento ainda é restrita a gigantes do e-commerce, mas já chama a atenção de pequenas lojas físicas, inclusive em Jundiaí. "Os comerciantes adaptaram a ação inspirada na data americana e costumam prolongar a Black Friday ao longo do mês de novembro para oferecer as promoções por um período maior. Por conta da pandemia, muitas pessoas deixaram de comprar e pouparam, aguardando a data, por isso temos uma expectativa positiva em relação a data."

Segundo a agência de Marketing Rock Content, a primeira edição do Brasil, realizada em 2010 com vendas pela internet, movimentou R$ 3 milhões. Já no ano passado, as vendas bateram um recorde e o varejo faturou R$ 3,2 bilhões, somente no on-line.


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