Jundiaí

Colchão que mata o coronavírus é futurismo no presente

A tecnologia foi desenvolvida na Alemanha e atestada pelo Instituto de Biologia da Unicamp


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A tecnologia VBacBlock protege o tecido matando vírus e bactérias
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Com uma tecnologia desenvolvida na Alemanha e atestada pelo Instituto de Biologia da Unicamp, os colchões agora podem ser aliados no combate à pandemia de coronavírus e a outras doenças causadas por vírus e bactérias.

Trata-se da tecnologia denominada VBacBlock, que, segundo Marco Antônio Marcondes, gestor comercial da Conexão Malhas, é capaz de inativar 99,99% dos vírus e bactérias que entram em contato com a superfície do tecido. "O bactericida é feito na Alemanha e é aplicado nos fios que tecem a malha, criando uma camada protetora no colchão. É um produto à base de íons de prata. Os povos antigos utilizavam a prata em vasos para armazenar alimentos porque ela tem essa propriedade bactericida", diz ele.

Marcondes acrescenta que a eficácia do tecido foi comprovada pela Unicamp. "A tecnologia já vinha sendo desenvolvido no final do ano passado. No começo deste ano, com a pandemia, aprimoramos isso. Encomendamos uma pesquisa à Unicamp e comprovamos aqui também o que já era comprovado na Alemanha. A cepa do vírus é neutralizada e eliminada quando entre em contato com a malha", explica.

COMPROVAÇÃO

A pesquisadora da Unicamp responsável pelos estudos, Clarisse Weis Arns, explica que a tecnologia é importante no controle do contágio. "Os resultados foram muito bons e isso representa a possibilidade de uma prevenção a mais em lugares com grande circulação de pessoas, como hotéis, por exemplo. Como muitas pessoas não sabem que têm o vírus, esse tecido pode controlar o contágio."

Como pontuou Clarisse, além do uso estratégico em redes hoteleiras, o produto pode ser um aliado em casa também. "Colchões de hospitais e motéis são higienizáveis, mas os de casa, ou os de hotéis, não podem ser lavados, por isso é um produto viável para o segmento hoteleiro e residencial. Apesar de ter sido lançado recentemente, a durabilidade pode chegar a três anos, mas não há testes que indiquem que após este tempo a tecnologia não continue funcionando", diz Marcondes.

O gestor comercial diz que fornece o tecido para produtores de colchões de todo o Brasil, Chile e Uruguai. "Lançamos o VBacBlock no mercado há cerca de três semanas e já tivemos procura do tecido. No Brasil vendemos para várias empresas do ramo."

Para mais informações acesse o site www.conexaomalhas.com.br (Nathália Sousa)

 


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