Jundiaí

Turismo e artesanato se preparam para a retomada

FLEXIBILIZAÇÃO Além do turismo, mais três centros esportivos e a feira de artesanato voltam a funcionar


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Hanah Traldi já tem hotel lotado e planeja obras para a ampliação das dependências, já que a procura é alta
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Um decreto publicado pela Prefeitura de Jundiaí na última terça-feira (3) garantiu uma maior flexibilização para algumas atividades, entre elas, reabertura de mais centros esportivos, volta da feira de artesanato, e retomada mais efetiva do turismo. Nesta sexta-feira (6) completou quatro semanas ou 28 dias da Fase Verde do Plano SP.

As atividades liberadas a partir de agora incluem a reabertura de mais três Complexos Educacionais, Culturais e Esportivos (CECEs), aluguel de bicicletas no Parque da Cidade, a hibridização, on-line e presencial das atividades desenvolvidas por educadores esportivos. A critério da Unidade de Gestão de Esporte e Lazer (UGEL) poderá voltar a funcionar a feira de artesanato do Programa Jundiaí Feito e as atividades turísticas serão retomadas no município.

De acordo com a diretora do Departamento de Fomento ao Turismo de Jundiaí, Marcela Moro, já houve a flexibilização na recepção de grupos de turistas. "O nosso fluxo principal no município é do turismo rural, em adegas e fazendas onde o pessoal vem almoçar. Sabemos que neste final de semana já há turistas que virão para Jundiaí. Eu mesma já recebi a solicitação de um grupo, por exemplo, que virá do Rio de Janeiro", diz ela sobre a estreia da flexibilização no setor.

Ela explica que alguns turistas preferem fazer o famoso bate e volta, mas a hospedagem tem sido procurada. "Os hotéis não foram fechados na pandemia porque foram entendidos como atividade de primeira necessidade. O que se pedia era que não houvesse estímulo ao turismo de lazer. Agora, com as medidas de segurança, os grupos podem voltar a vir com todos os cuidados", explica.

Marcela fala que o setor volta a ter visibilidade e procura. "A gente percebeu um bom aquecimento do turismo em outubro, de famílias que passeiam de carro. Agora é tendência internacional este turismo de carro e a pessoa busca segurança, higiene e controle no destino. A gente fez projetos para que as pessoas vissem Jundiaí como um destino nesta retomada", conta.

EXPECTATIVA

A proprietária de um hotel na Serra do Japi, Hanah Traldi, diz que nem poderá atender ao turismo de grupo no momento quanto à hospedagem, pois, quando reabriu, teve tanta procura que não pôde dar conta. "Cheguei a ter 300 pessoas procurando hospedagem em um mês. O que está voltando agora são os grupos que vêm para o almoço e por isso reabrimos com dois horários, com bufê assistido", explica.

Para que amplie o atendimento do hotel, que conta com cinco suítes, Hanah já planeja obras. "Temos área para a ampliação e estamos estudando isso porque a hotelaria rural, neste período de reabertura, já recuperou o que perdeu no período de fechamento. Estamos reformando o restaurante também e estamos atendendo as pessoas em tendas no gramado."

OUTROS SEGMENTOS

Os CECEs que reabrirão a partir do dia nove, das 7h às 16h, exclusivamente para caminhadas, são Benedito de Lima, no Retiro, Antônio Iacovino, na Vila Nambi, e Francisco Álvaro Siqueira Neto, no Jardim Martins. O aluguel de bicicletas no Parque da Cidade foi retomado na última terça-feira com as devidas medidas de higienização.

Coordenadora da feira de artesanato 'Jundiaí Feito à Mão', Edileine Leone, diz que os expositores ainda estudam a retomada das atividades, que são facultativas. "O edital fala que está liberado, mas é um protocolo grande. Vamos fazer uma reunião on-line com os artesãos. Eles manifestam a vontade de que haja a feira de Natal, mas não sei se vão conseguir se adequar a tempo para a feira de Natal porque já estamos em novembro", conta ela sobre o protocolo que exige, por exemplo, a distância mínima de dois metros entre as barracas, a marcação de filas e fita zebrada.

Edileine conta que, embora haja o desejo da realização da feira de Natal por alguns artesãos, também há os que temam o evento. "O Jundiaí Feito à Mão tem muitos idosos e eles são cooperados, mas não são obrigados a participar da feira e no protocolo mesmo fala que é perigoso para os idosos e para o grupo de risco. Normalmente a gente faz a feira de Natal na Praça da Matriz logo no começo de dezembro. Vamos ver com eles se querem fazer na primeira, segunda semana de dezembro e talvez a gente faça um revesamento", diz.


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