Jundiaí

Reajuste das particulares pode chegar a 11,2% e preocupa pais

EDUCAÇÃO Dados apontam que em 2021 as mensalidades poderão ter alta de até 11,2%


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No ensino infantil, o reajuste de valores poderá ser de até 4,5%
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Entre as escolas da rede particular de ensino, os reajustes na mensalidade do próximo ano já começaram a ser anunciados. Dados apontam que em 2021, os valores das mensalidades poderão ter alta de até 11,2%. Segundo a a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), no ensino infantil esse reajuste poderá chega a 4,5%. Isso se deve a um novo imposto que está em votação na Câmara dos Deputados, chamado de Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

Aflitos em pensar em como e quanto as novas mensalidades poderão pesar no orçamento, os pais estão atentos e procurando por novas alternativas. É o que conta a farmacêutica Neiva Daiane Souza Rizzi, de 34 anos, mãe da Rafaela Souza Rizzi, de 11 anos. "Manter um filho em escola particular não é um investimento pequeno e, pensar em um possível reajuste, me deixa apreensiva, pois não sei se caberá no nosso orçamento. Eu tenho buscado outras alternativas, como colégios com valores mais acessíveis. Tentei até mesmo uma matrícula no Sesi, mas até agora não tive sucesso", compartilha a mãe que possui além de Rafaela na rede privada, dois filhos na rede pública de ensino.

A fisioterapeuta Adalesa Santos Alves de Carvalho, de 45 anos, é mãe de Diego Alves de Carvalho, de 12 anos e Arthur Alves de Carvalho, de 8 anos. Ela conta que os gastos mensais com a educação dos filhos consome de 10 a 15% do orçamento da casa. "Além da mensalidade, os gastos com os materiais dos meus dois filhos juntos sai em torno de R$ 4 mil, fora os materiais paradidáticos que custam em média mais R$500", calcula.

Mesmo com o custo elevado, ela não abre mão do investimento, mas diz que isso a preocupa, principalmente diante da crise econômica. "No colégio dos meus filhos, o reajuste para o próximo ano foi de 5%. Eu negociei e consegui um desconto nas parcelas, mas essa diferença, ano após ano, pesa muito no bolso das famílias. Neste ano mesmo, muitos perderam seus empregos ou tiveram seus salários reduzidos e enfrentarão necessidades.", reflete.

ÍNDICES

Em nota oficial emitida pela Fenep, a entidade alega que, por Lei, não pode sinalizar índices de reajuste nas mensalidades escolares. Importante ressaltar que cada instituição de ensino tem a autonomia de estabelecer a adequação de acordo com suas planilhas de custo. "Como entidade, nós não temos condição de estipular os índices de reajuste, pois é algo muito amplo, que pode variar de uma instituição para outra. No entanto, sabemos que a pandemia desencadeou um grande prejuízo para as particulares. Elas tiveram que investir em aparelhagem para possibilitar o ensino a distância durante os meses de quarentena. Afinal, ao contrário da rede pública, a rede privada não parou", afirma o presidente da Fenep, Ademar Batista Pereira.

Ele ressalta ainda que cabe a cada escola reconhecer as condições de seu público-alvo para que os valores praticados não sejam abusivos e defende o ensino híbrido. "A escola tem que enxergar se o público dela comporta um aumento de mensalidade. Ademais, o pai que decide manter o filho em casa e só ter o ensino a distância deve entender que, para a escola oferecer o ensino híbrido e o ensino a distância demanda um investimento muito maior", acrescenta.

 


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