Jundiaí

Abertura noturna do comércio ainda é incerta

DEZEMBRO Comerciantes aguardam decisão dos órgãos oficiais sobre os horários de final de ano


ALEXANDRE MARTNS
Dirce Stelari já providenciou as luzes natalinas da fachada de sua loja
Crédito: ALEXANDRE MARTNS

Além das medidas restritivas, o coronavírus também trouxe uma onda de incertezas ao comércio local. Há menos de dois meses para o Natal, ainda não se sabe se neste ano as lojas de rua poderão estender seu horário de funcionamento até as 22h, como de costume.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Jundiaí (ACE), Mark William Ormenese Monteiro, alega que foi realizada uma pesquisa para saber o posicionamento dos comerciantes em relação ao horário especial de fim de ano. "Estamos em um cenário muito incerto e ainda não sabemos como será o funcionamento. Alguns desejam abrir todos os dias e estender o horário até 22h durante a semana, mas ainda não há nada definido.", compartilha, alegando que os índices de contágio da covid-19 irão interferir diretamente em toda e qualquer decisão.

Nas ruas do Centro, os comerciantes já se preocupam com esta incerteza. O gerente de uma loja de departamentos, Robério Bezerra, de 54 anos, afirma que caso o horário não seja estendido, o faturamento será diretamente prejudicado. "Este já é um ano atípico e se não pudermos operar até mais tarde isto nos aferará muito. O período noturno acaba atraindo muita gente que não pode fazer suas compras de Natal em horário comercial ", reflete.

Mesmo ainda em horário convencional, as vendas já começaram a crescer. É o que conta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí (Sincomercio), Edison Maltoni. "Em relação ao mês anterior, as vendas já tiveram aumento de 40% e a tendência é que melhore nas próximas semanas. Já em relação ao Natal do ano anterior, ainda é difícil estimar, mas as pesquisas mostram que a expectativa é que haja um crescimento de 4%", diz.

DECORAÇÃO

Com o horário ampliado ou não, os estabelecimentos comerciais já começaram a providenciar a decoração natalina. Alguns apostam em presépios bem elaborados, luzes de Natal e árvores de todos as cores e tamanhos.

Dirce de Almeida Stelari, de 53 anos, é gerente de uma relojoaria e na tarde de ontem começou a resgatar os pisca-piscas do ano anterior para enfeitar sua fachada. "Os artigos, além de resgatarem o clima festivo, também são imprescindíveis para atrair os clientes e fomentar o comércio local. Não há quem não olhe e acabam entrando na loja", declara.

Neste ano, em função da pandemia, não haverá montagem de cenário temático na Praça da Catedral e nem Papai Noel físico, ambas ações organizadas anualmente pela ACE Jundiaí.

A CDL, por sua vez, disponibilizou totens de álcool gel com temas natalinos e adesivos decorativos para vitrines aos seus associados. O tradicional trenzinho de Natal será mantido, mas dessa vez não transportará passageiros.


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