Jundiaí

Torre remota revolucionará monitoramento aéreo regional

INAUGURAÇÃO A tecnologia veio para aprimorar o monitoramento metereológico e trazer mais segurança aos cinco aeroportos administrados pela VoaSP


ALEXANDRE MARTINS
Marcel Gomes Moure diz que a mudança é um marco para as operações
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O Aeroporto Estadual de Jundiaí "Comandante Rolim Adolfo Amaro" iniciou uma nova fase de operação na tarde desta quinta-feira (12). Com a inauguração de uma torre remota (R-AFIS) o fluxo de aeronaves terá sua segurança otimizada.

Por meio da nova torre será possível monitorar os usuários do Aeroporto Campo dos Amarais, em Campinas e, futuramente, de Bragança Paulista também. Isso se deve ao sistema de alta tecnologia que, através do uso de fibras óticas, é capaz de mostrar aos controladores a condição metereológica detalhada.

Segundo o presidente do conselho administrativo do VoaSP, Marcel Gomes Moure, a torre representa um grande avanço para a realidade aeronáutica local. "Essa tecnologia representa para nós um novo conceito. Agora as informações de voo serão administradas a quatro mãos. Isso contribui para a preservação da segurança das operações no dia a dia por meio da melhora da mobilidade e também do conforto daqueles que adentram as áreas ministradas pela VoaSP", pontua.

Também presente na cerimônia de inauguração da torre, o gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Messias Mercadante de Castro, comemora a novidade. "Nós do poder público nos orgulhamos dessa ação. Sabemos que este avanço representa uma grande evolução para a cidade de Jundiaí, uma vez que interfere na realidade das empresas, através do fomento dos negócios e claro, da geração de empregos locais. Essa é mais uma prova de que a inovação é a chave para o crescimento", declara.

TRANSIÇÃO

Hoje o aeroporto de Jundiaí tem um fluxo mensal de 3,5 mil a 4,2 mil aeronaves entre pousos e decolagens, o que de acordo com a legislação de segurança já configura a necessidade de uma torre física.

Como o monitoramento se dá de acordo com a demanda de voos, a princípio as torres irão operar por 6 horas diárias. Moure explica ainda que, neste primeiro momento, as informações passarão por uma transição até que o sistema se torne totalmente remoto. "Nos próximos meses, o sistema será temporariamente híbrido. Isso porque hoje o sistema é 100% físico e precisamos dessa transição gradual", conta, alegando que a expectativa é que até o primeiro semestre do próximo ano a transição esteja completa.

Além disso, a Voa-SP se articula com acionistas para providenciar 13 novos slots (vagas), sendo quatro a noroeste e nove a sudoeste. "Isso nos permitirá intensificar o monitoramento e a integração entre os aeroportos", diz Moure.


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