Jundiaí

Empresários locais já se preparam para atender demanda no Natal

CEIA DE NATAL O reajuste de alguns produtos, em especial carne de porco, foi de 100%, mas o cliente apenas diminui as porções, mas não deixou de consumir


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Marcos Antônio Fonte Basso diz que as uvas ainda serão colhidas
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Com a aproximação das festas natalinas, os empresários locais começam a se preparar para atender a demanda dos clientes. Itens como carnes suínas e uvas são os mais mais procurados nesta época do ano e, além de incrementar a renda das famílias, também é uma incentivo para a valorização do produto local.

Vinda de uma família de produtores rurais, a empresária Marcela Pavan, de 39 anos, atua na cidade desde 1985 com a produção artesanal de carnes suínas e de cordeiro no bairro Terra Nova. Atualmente, trabalhando com o processamento dos cortes frescos das carnes, produtos defumados, linguiças, chouriço e carnes recheadas, ela espera um final de ano com muitos pedidos.

"Nesta época do ano começam as encomendas dos produtos, principalmente de algumas carnes específicas como a leitoa, o tender, as recheadas e a tradicional porchetta, uma espécie de torresmo em rolo. Geralmente a retirada dos produtos acontece na semana que antecede o Natal e já estamos sentindo o movimento aquecer", conta Marcela.

Em relação ao preparo e tempo de abastecimento dos produtos, Marcela reforça que há cerca de dois meses se prepara para atender a demanda do próximo mês. "Todos os produtos são feitos de forma manual. O nosso processo de defumação, por exemplo, leva cerca de três dias até uma semana. A produção artesanal mantém a característica, a qualidade do produto e os temperos mais naturais", completa.

Outro produto bastante procurado e de fama considerável na cidade é a uva Niágara. O produtor rural das uvas Marzullo, Marcos Antônio Fonte Basso, de 29 anos, do bairro São José, ressalta que as uvas já estão passando pelo processo de amadurecimento e a colheita deve acontecer a partir de 10 de dezembro e se estenderá até meados de janeiro.

"Este ano tivemos um período de seca em agosto, o que pode afetar um pouco a quantidade de uvas no mercado para o consumidor final. Há dois anos aumentamos a produção de uvas e agora estamos colhendo os frutos deste plantio e esperamos atender a demanda", diz Fonte Basso.

MERCADO

Marcela ressalta que o mercado de carnes não sentiu queda no consumo, mas, em relação aos preços, o reajuste foi de 100% e por isso o consumidor passou a consumir menores porções. "Fazendo uma comparação com a minha tabela de preços do ano passado e o reajuste dos produtos chega a 30%. Se formos repassar todos os reajustes, a compra fica inviável, então mantemos como podemos", diz.

Em relação às uvas encontradas no mercado, Fonte Basso ressalta que estas são frutos da colheita feita em maio, mas a próxima safra, para abastecer as mesas da ceia de Natal, devem ficar com o preço final em torno de R$30 a R$40 a caixa de cinco quilos.

"Se o mercado continuar ativo, de forma gradual, como está agora, a expectativa de vendas é grande. A uva Niágara é muito procurada pela sua característica de sabor adocicado e na minha opinião, é a mais bonita, tanto na caixa como no pé", ressalta o produtor.

SERVIÇO

Marcela Pavan:
@pavan_boutique_do_porco

Marcos Antônio Fonte Basso:
(11) 4535-1442

 


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